Resenha – A Dama Das Camélias Em Cordel
por Ragner
em 13/09/13

Nota:

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Como já li algumas hqs em Cordel e gostei do que foi apresentado, encontrei obras literárias adaptadas nesse conceito e já quis ler para ver se me agradava também. De cara já posso dizer que o que fazem com a história, toda a proposta trabalhada é deveras genial e para conhecedores das obras ou não, já vale muito acompanhar essa abordagem diferenciada. Ainda mais quando tudo é muito bem preparado para qualquer tipo de leitor.

A apresentação é convidativa e esclarecedora, pois contextualiza, justifica, aborda, incentiva à leitura. Temos aqui uma construção muito consistente, que fundamenta tanto a adaptação quanto a escrita do autor original. Quem já conhece o livro, sabe quem foi Alexandre Dumas Filho e aqui podemos saber um pouco mais sobre a época em que foi escrito A Dama Das Camélias. Seguimos também com um pouco da motivação em que a obra foi escrita e como ela foi construída em Cordel. Junto a toda essa pequena aula de história, sabemos mais sobre Alexandre e sobre Evaristo Geraldo, o responsável pela adaptação.

A história segue a vida de Margarida, uma famosa meretriz que recebe a alcunha de Dama das Camélias por somente gostar de tal flor e não suportar o cheiro das outras. A bela Dama vivia um da maneira mais boêmia possível, rodeada de ricos homens que a cortejavam com jóias, vestidos e tudo de melhor, até que um dia, enquanto caminhava pelas ruas de Paris, um rapaz, ao vê-la, se apaixona perdidamente e decide que ela seria a mulher de sua vida e que só assim poderia ser feliz.

Armando Duval era filho de boa família e tradicional, encantado com Margarida, passa a tentar se aproximar, mas sua paixão adoece e por dias passa em um hospital. Somente depois dela ter alta, o encontro entre os dois foi possível, com a ajuda de Prudência (fiel amiga de Margarida). Entre agrados e encantamentos, Armando vai conquistando sua amada e decide fazer tudo por ela. Ela renuncia toda sua vida de meretriz e resolve ter o caso de amor com seu, também, amado. Mas o pai do rapaz não concorda com a união e como o passado de Margarida representa algo de negativo para a tradicão familiar, ele consegue convencer a moça a desistir de viver com seu filho.

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Histórias de amor quase sempre são trágicas ou intensivamente dramáticas e é exatamente o que ocorre com essa adaptação rimada e até mesmo caricaturada. Todo o enredo é estruturado em uma rima cadenciada e expressivamente interessante, evidenciando um gênero capaz de atrair qualquer tipo de leitor, desde o mais interessado pela história quanto o curioso pelo formato ajustado.

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1 Comentário em “Resenha – A Dama Das Camélias Em Cordel”


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Elisa Gomes em 06.05.2015 às 03:04 Responder

Bem hajam! Iniciei a leitura desta obra e procura informar-me acerca de tudo sobre a mesma e o seu autor. Estou curiosa e interessada pois a temática fascina-me desde a época, à mentalidade em França e em particular neste escritor e noutros, e o facto de os nomes de flores levarem à criação de títulos suis generis como este e a Tulipa Negra!


 

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