Resenha – A Garota das Laranjas
por Ragner
em 15/05/13

Nota:

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Livros com temas românticos não fazem parte do meu show literário, mas defendo que A Garota Das Laranjas precisa de atenção e deve ser evidenciada como um livro que vale demais a pena. Ainda mais por ter teor filosófico em sua história. Li durante minha passagem pela graduação e ainda me lembro bem que amei tê-lo lido. Na época tinha a meta de ler todos os livros do Gaarder e li, mas agora já existem outros dois, se não me engano, que ainda me faltam. O filósofo norueguês compõe uma linda história que é uma lição de vida de pai para filho, cheias de referencias filosóficas e ensinamentos sobre o amor.

Mais outro personagem juvenil é protagonista e dessa vez recebe uma carta do pai morto há muitos anos que decide contar uma história que acredita ser necessária para que o filho possa conhece-lo melhor e entender o quanto ele o amava e amava sua mãe. Uma carta destinada somente ao garoto e que tenta transmitir traços singelos e harmoniosos sobre a vida. Uma vida que vale a pena ser vivida até os últimos momentos e da maneira mais enriquecedora possível.

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Georg Røed é ainda um garoto de 15 anos, que se lembra pouco do pai e que lê a carta, encontrada pela avó, como se fosse um encontro com o homem que teve a vida interrompida por uma doença terminal e que acreditou que algumas palavras e ensinamentos pudessem amenizar sua ausência e ajudar a concretizar o papel que ele tanto amaria ter cumprido. Página por página, pai vai ensinando, vai tentando suprir a falta, vai afagando certas inseguranças do filho, contando sobre paixão, sobre relacionamento entre homens e mulheres e sobre o mundo que existe para ser conhecido.

Jan Olav é o pai, que quer se aproximar do filho. Após 11 anos de sua morte, Georg tem a possibilidade de construir laços com o pai de uma maneira descontraída e muito amigável. Ao ler a carta, segredos sobre como seus pais se conheceram são detalhados e fatos que unem mais ainda pai e filho são discutidos. Ambos possuem gostos em comum e o universo se posiciona como um elo de ligação que descarta quaisquer limites de tempo e espaço, aproximando, linha à linha, duas gerações que fatalmente não estão juntas.

Jostein Gaarder escreve com uma primazia envolvente e mega interessante. Compondo contextos que refletem sobre a filosofia e sentimentos singelos que identificam o amor com pinceladas de ternura e como combustível para enfrentar desafios e abastecer nossa crença na vida. Esse é sem dúvida um dos livros com temática romântica que mais amei ter lido. É curto e emociona, ainda mais quando vamos percebendo o quanto a garota das laranjas não é somente o título do livro.

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