Resenha – A Garota Na Teia De Aranha
por Ragner
em 06/01/16

Nota:

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Há dois anos nosso camarada Gabriel resenhou a trilogia Millennium. Começou com Os Homens que não Amavam as Mulheres, seguiu com A Menina que Brincava com Fogo e finalizou com A Rainha do Castelo de Ar e parece que gostou um bocado. Os livros não decepcionaram e como a coleção fez muito sucesso pelo mundo a fora, aconteceu adaptações para o cinema. O primeiro livro para o cinema americano e também os três livros para o cinema sueco. Já até rolou aqui uma comparação entre as versões.

Com muita vontade de me enveredar pela história dos livros, comprei a coleção, mas ainda não entrei de cabeça para lê-los. O mercado pedia mais um pouco de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist e contagiado por essa vibe pedi o quarto livro para nossa parceira. Estou começando as avessas, mas por conhecer um pouco do que existe nos livros, nos filmes e o quanto tudo isso é muito bom, fui lendo A Garota Na Teia De Aranha com vontade e bastante gosto.

O enredo do livro se passa um bom tempo após o terceiro. Mikael já é visto como um dinossauro e seu jornalismo não parece mais atender às necessidades que uma grande revista tem. Mas ele ainda é uma referência e possui credibilidade. Uma amiga nos Estados Unidos entra em contato com ele, tenta passar informações importantíssimas sobre a quebra de segurança norte americana e dizer que a NSA foi hackeada. Mikael não parece tão motivado a saber mais da história, até reconhecer as características de Lisbeth, quando uma garota cheia de piercings e tatuagens é citada como contato. Isso o faz ficar bastante interessado.

A Millennium está passando por uma reformulação, a modernidade bate a porta, Mikael precisa urgentemente se reerguer e apresentar um furo de reportagem que possa o colocar em evidência novamente. Lisbeth há tempos não se envolve em crises políticas, mas se vê compelida a desmascarar grandes corporações que nos privam de nossa liberdade, o que já é motivo suficiente para ela aparecer. Conhecemos também um garoto autista que é capaz de reproduzir cenários surpreendentes fieis a partir de sua memória genial. August – o garoto – passa a ser peça importante nessa história toda.

Mas Mikael e Lisbeth não estão sozinhos, grandes mentes e gênios também participam de um emaranhado de intrigas que se parecem como uma enorme teia de aranha, conectadas entre si. O livro vai crescendo em intensidade e envolvendo o leitor em uma trama internacional que juntam os dois e os fazem unir forças contra uma enorme conspiração.

O livro passa por momentos tensos e interessantes, mas também passeia por situações sem grandes emoções. O autor trabalha bem os primeiros capítulos nos apresentando cada personagem em sua particularidade. No decorrer da história vai nos direcionando a uma narrativa muito bem elaborada, que nos deixa apreensivos, mas há também algumas páginas que não nos desperta tanta paixão. Mas tudo nos deixa com mais vontade de ler mais sobre Lisbeth e Mikael.

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O livro foi enviado pela editora.

 

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