Resenha – A probabilidade estatística do amor à primeira vista
por Patricia
em 08/12/14

Nota:

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Última resenha para o Desafio Literário do Tigre!!! Aproveito para deixar o super obrigada para a Tati que criou o Desafio com temas muito legais. Para quem quer encontrar alguma maneira de ler mais, esses desafios podem ser um bom caminho. E também é sempre divertido você se desafiar a ler temas, gêneros, estilos diferentes dos quais está acostumado. Além do Desafio do Tigre, também passei o ano lendo para o Projeto #LeiaMulheres segue a todo vapor e deve continuar em 2015. 😀

Pois muito bem. O tema do desafio desse mês é guilty pleasure – aquele livro que você lê, mas que não curte muito sair comentando. Como escrevo em um espaço público, não tenho muito essa frescura não. Qualquer um pode entrar no meu skoob, goodreads e etc e ver que até Crepúsculo eu li – e conheço gente que leu, mas não vai colocar lá de jeito nenhum (o que eu entendo também). Então, assim….guilty pleasure pero no mucho.

O meu guilty pleasure nesse caso seria: livros fáceis. Eu gosto de pegar um livro que sei que é bobinho, que não gera expectativa nenhuma de vez em quando. Esses livros, normalmente, me ajudam a espairecer a cabeça enquanto eu me prepare para leituras mais densas. Mas, veja bem, eu disse fácil – não curto e rápido. Li as 90 páginas de Flores Brancas de Dostoiévski e não posso dizer que é um livro fácil, graças a uma linguagem rebuscada do autor.

Para a última resenha do ano escolhi “A probabilidade estatística do amor à primeira vista” de Jennifer E. Smith, que foi uma pena. Porque o livro é ruim.

O enredo é sobre Hadley que enfrenta um dos piores momentos de sua vida, seus pais de separaram e agora ela precisa ir até Londres – para onde o pai se mudou – participar do casamento dele com outra mulher. É o fim de qualquer esperança de ter sua família de volta como ela queria. Durante um ano ela lutou contra esse novo relacionamento a ponto de ignorar a nova namorada do pai o tempo todo. Só que agora não tem mais o que fazer. O casamento está marcado, ela será madrinha e tem que ir. Afinal, pai é pai independente de onde mora.

No aeroporto, enquanto espera pelo seu vôo, ela conhece Oliver. Um jovem britânico que a ajuda com sua mala e  é tão legal que fica carregando a mala dela para cima e para baixo. Super acontece! Eles conversam sobre a vida e descobrem que….ESTÃO LADO A LADO no avião. ¬¬ Essa foi a primeira que eu já sabia que ia acontecer. Mas tudo bem, porque isso tinha que acontecer, afinal, são apenas 7 horas de viagem e eles tinham que estar próximos para que a coisa toda rolasse.

Conversam e conversam e chegam em Londres. Eles têm que se separar, cada um tem seu evento na cidade. Até que Hadley decide ir procurá-lo (não vou contar muitos detalhes) e a história toma o rumo do previsível. Mais previsível que barraco em reality show. Mais previsível que o fato de que alguém na sua família vai encher a cara no Natal e falar o que não deve. Previsível ao ponto de eu já não só ter sacado o final, mas também toda uma conversa do livro – o que é previsível demais ao meu gosto.

Sabe quando você conhece uma pessoa há anos e meio que já sabe o que e como ela pensa? Isso acontece com familiaridade, certa intimidade. Em um livro, isso poderia acontecer com personagens bem desenvolvidos e com características únicas a ponto de você identificar ondas de pensamento. Em livros longos, que você dedica muito tempo aos mesmos personagens isso pode acontecer facilmente. No caso de “A probabilidade estatística do amor à primeira vista”, o fato de conseguirmos descobrir partes do enredo tem mais a ver com o fato dos personagens serem rasos que se tornam genéricos. E esse é o tema do livro: ele é extremamente genérico. Segue todo o roteiro padrão-clichê já esperado. Como um filme estrelado por Ben Affleck – a definição de pessoa genérica.

É um livro curto, leitura rápida, bobinho como comentei acima. Para isso foi bom. Mas não consigo escrever muito sobre as coisas boas do enredo porque não é um enredo nem adolescente; é pré-adolescente. Daqueles que servem para jovens com 10 anos que assistem novela e acreditam em amores que começam aos 11 anos e duram a vida toda. A vida vai ensinar, mas esse livro não vai ajudar muito.

Se estiverem em busca de um YA de verdade, não recomendo. Se quiserem algo leve, talvez para uma viagem de avião de 40 minutos, pode ser esse; mas mantenha suas expectativas em um nível baixo-totalmente baixo. Entreter não significa ser ruim, mas a autora não coopera. Não me usem como referência se quiserem embarcar nessa aventura aqui. Eu já pulei desse balão mágico.

2 doses de café com mais água que o normal. Dá para tomar, mas deixa aquela dúvida se é café de verdade.

No fim, devo dizer que o saldo geral do Desafio foi muito positivo: li apenas dois  livros bem ruins e os demais foram ótimos, inclusive com algumas surpresas no meio do caminho. Se tiver ano que vem, pretendo participar de novo. 🙂

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2 Comentários em “Resenha – A probabilidade estatística do amor à primeira vista”


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Samara em 22.12.2014 às 11:09 Responder

Tou torcendo pra Tati animar fazer ano que vem de novo. Gostei demais de participar esse ano!
Esse aí não entrou na minha lista de “Quero ler”, mesmo depois de várias resenhas positivas que li. Depois da sua então… não pretendo ler mesmo.

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Paty em 22.12.2014 às 11:28 Responder

Eu super toparia fazer de novo também. É bem mais legal quando podemos dividir impressões depois de quem leu o que. 😀


 

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