Resenha – A última balada de Bernardo (Pedraskaen livro 2)
por Thiago
em 19/04/17

Nota:

Sempre acompanhei o trabalho do Fábio Barreto pelas suas participações no Rapaduracast, podcast do site Cinema com rapadura, mas apenas mês passado fui ler seus trabalhos como escritor. Resolvi assinar o Kindle unlimited e encontrei uma gama de autores nacionais com histórias curtas, a maioria de terror, e estou gostando muito desse filão. Assim sendo, comecei a ler o Barreto pelos seus contos, disponíveis na Amazon no formato ebook. Li “A velha casa na colina” e o livro resenhado de hoje, “A última balada de Bernardo”.

As duas histórias fazem parte do mesmo universo, o que o autor divertidamente chama de “Barretoverso”, ele consiste na cidade de Pedraskaen, uma cidade repleta de mistério por histórias sobrenaturais.

“A última balada de Bernardo” vem primeiro na cronologia do “Barretoverso”, entretanto foi lançado ano passado, enquanto “A velha casa na colina” foi em 2014. Não há ligação direta entre as histórias e seus personagens, são apenas estranhas histórias que ocorreram na mesma cidade, compondo o cenário e a história de Pedraskaen.

O livro é bem curtinho, apenas 60 páginas, uma agradável leitura de tiro curto. O interessante em ter lido primeiro “A velha casa na colina”, sendo do mesmo estilo, é notar o progresso de Barreto. Entendam, os dois contos são muito bons, mas a escrita no livro de 2016 é mais madura e segura. Podemos notar tal melhora na apresentação do personagem principal, o que toma boa parte da história, afinal, temos aqui uma narrativa que se passa com a chegada de um forasteiro em uma pequena cidade, comum como qualquer outra do interior, rural, pacata e onde todos se conhecem.

Bernardo é introduzido na cidade ao encontrar na estrada o policial, com pinta de patrulheiro, Andrew Shepard, um personagem interessante que busca sempre fazer a coisa certa.

É muito difícil resenhar uma história de suspense sobrenatural, ainda mais curtinha assim. Vou então aos motivos para ler este conto.

Primeiro por ser uma leitura curta e rápida. Segundo por entregar o que promete, um thriller de suspense sobrenatural. Em terceiro pelo sobrenatural começar a aparecer de forma bem leve, podemos perceber neste detalhe e no desenvolvimento disso na história uma influência de Neil Gaiman e Stephen King ao lidar com o sobrenatural, com a realidade fantástica, mas não senti como se estivesse lendo uma imitação barata, aqui há a cara do escritor Barreto impressa. Em quarto lugar temos o carisma e empatia dos personagens principais, Bernardo e Andrew. Em quinto a correta e bem feita utilização do suspense, a construção do clímax e da grande cena.

Agora vamos ao ponto negativo, a grande cena da história, a achei confusa e o ponto fraco da trama. Ela é interessante e surpreendente, mas foi quando o autor me perdeu, talvez pela expectativa criada pela preparação para aquele momento, e isso foi um grande problema pois perdi a imersão criada anteriormente. A história retoma a graça e o folego nos momentos finais, mas por ter me perdido anteriormente o final não teve o peso que deveria ter pra mim.

Em um futuro próximo resenharei o outro livro que cito aqui, “A velha casa da colina”, no mais boa leitura a todos!!

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