Resenha – A última colônia
por Patricia
em 23/09/20

Nota:

“A última colônia” é o 3º livro da série “A guerra do velho”. Já falei sobre o livro 1 e 2 por aqui. Recomendo ler esta resenha depois de ler os dois primeiros volumes porque é possível que você encontre spoilers dos livros anteriores.

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Neste volume vemos o retorno de John e Jane – personagens que nos foram apresentados no primeiro volume da série. John, de fato, foi o principal narrador de “A guerra do velho” e aqui retornará como narrador. Jane passou por uma mudança drástica – de máquina criada pela União Colonial (UC) para a guerra, ela recebe a chance de ter um corpo e uma vida normal. Ela, John e Zoe (que conhecemos mais no segundo volume) formam uma família incomum mas se adaptam rápido. Dois Obins, Hickory e Dickory, vivem com eles para servirem de conexão entre Zoe e a raça Obin.

A historia progride de maneira rápida: a UC decidiu que humanos precisam colonizar um planeta chamado Roanoke. John e Jane são chamados para serem os líderes dos 2.500 colonizadores humanos de diversos planetas que agora têm a responsabilidade de tornar Roanoke habitável para mais humanos.

Porém, informações estranhas começam a chegar a John: os Obins são donos de Roanoke e não parece que o planeta foi cedido aos humanos. Depois, ele descobre que estão embarcando com uma quantidade grande de equipamentos agrícolas obsoletos e tudo começa a ficar cada vez mais estranho. Quando finalmente entram na órbita do novo planeta, John descobre algo preocupante: não estavam em Roanoke.

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O livro segue a estrutura rápida e o ritmo frenético dos dois volumes anteriores. Com menos explicações científicas, dado que já conhecemos quase tudo o que estão usando aqui, as cenas passam com fluidez.

Há algumas coisas no enredo que talvez não batam tão claramente: por ex, ao destruir a frota do Conclave, a União Colonial não pensou que as raças que haviam cedido naves poderiam se ofender. O racional é um pouco solto aqui: como uma superpotência intergaláctica não saberia que seus inimigos ficariam ofendidos se suas principais naves e armamentos fossem destruídos?

Além disso, vemos uma nova espécie em Roanoke que parece perigosa e ataca alguns colonos uma vez. Mas nunca mais aparece no resto do livro e parece ter sido esquecida pelos colonos que decidem ficar. A reviravolta final é esperada e algumas coisas são explicadas quando o General diz que mentiu antes permitindo que o autor leve a história para onde quiser.

São saídas fáceis e cansativas. Da maneira como a história terminou aqui, eu diria que não é necessário ler os demais volumes da série e, confesso, não sei se me interessa. Ainda mais porque ainda não foram publicados no Brasil e não há previsão de quando serão.

Um final morno para uma história que tinha muito mais potencial.

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