Resenha – Artemis Fowl – O Menino Prodigio do Crime
por Ragner
em 02/08/13

Nota:

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Eis um livro de literatura Y.A. que me agradou bastante na época em que li (logo depois de ser publicado), mas como teve muitas outras continuações, saindo com o tempo, a última ano passado, acabei não seguindo lendo os demais (Harry Potter foi a 1ª coleção com alguns livros que comprei completa). Segue aqui uma história indicada para o público juvenil, mas que possui uma construção bem arquitetada e curiosa que pode até agradar à quem já não é tão jovem.

Eoin Colfer junta lendas de criaturas fantásticos como fadas, elfos, duendes, goblins e outros seres dando um olhar diferenciado (muito já se falava do Senhor Dos Anéis e Harry Potter) e os antagoniza contra um garoto de apena 12 anos. Toda a graça e o que torna interessante a história, é que o menino não é menino qualquer, normal. Ele é um gênio, de uma forma nada bondosa, pois destina todo seu intelecto ao mundo do crime. Artemis Fowl é uma “criança” que procura riquezas escondidas logo após o desaparecimento de seu pai e o que ele acaba encontrando está cercado e protegido por um povo que não é humano.

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Logo após descobrir a existência de uma fortuna que pode concretizar a lenda do “pote de ouro no fim do arco-íris”, Artemis planeja rouba-lo, mesmo que tenha que enfrentar a liga de elite da polícia do povo das fadas. Quando a capitã Holly Short – elfa – está realizando um ritual místico para se fortalecer, Fowl a sequestra, junto com seu guarda-costa Butler, único amigo a contato com a condição de socialização (Artemis é bem isolado, que tenta evitar qualquer convívio com outras pessoas, camuflando ao máximo sua condição solitária). Mas mesmo um dos maiores intelectos do mundo não está 100% preparado para vencer seres tão magníficos. Ou está?

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O enredo vai, ao longo do livro, juntando traços da personalidade dos principais personagens e ajudando na criação do que nos faz gostar, ou não, de cada um. Artemis e Holly estão em lados opostas, são “inimigos” e ambos cativam exatamente pelas características acentuadas que os identificam com herói ou anti-herói. Quando o gênio se julga capaz de vencer tudo e todos, as criaturas mágicas param de seguir as regras e fazem o possível e necessário para tentar deter o humano que as confronta e isso o faz tentar estar um passo a frente, mas como se posicionar de tal modo quando o oponente não pensa como alguém de sua própria natureza?

De cara fui atraído pela capa do livro, que já faz menção ao livro do povo das fadas que Artemis tenta roubar. A leitura flui de forma tranquila e, como diria nossa camarada Patrícia, serve muito bem como uma pausa de outros livros mais pesados. O descanso aqui é garantido. E como já está sendo anunciado um futuro filme para a série de livros, indico mais ainda.

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