Resenha – As brumas de Avalon – A Senhora da Magia (vol.1)
por Patricia
em 07/08/13

Nota:

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A história do Rei Arthur é envolta em mistério: ninguém sabe se ele existiu de verdade ou se é puro folclore da História da Grã-Bretanha. O que importa, de verdade, é que Clive Owen interpretou o Rei Arthur na versão cinematográfica. Fim da discussão. (;))

Marion Zimmer Bradley apresenta a história do Rei Arthur sob um viés diferente: das mulheres que de uma forma ou de outra impactaram sua vida. O primeiro volume, A Senhora da magia, já traz o contexo em que a Bretanha se encontrava: dividida entre cristãos, romanos, deuses diferentes e estruturas de poder que não se conversavam. Uma medida drástica precisava ser tomada para unificar e pacificar o país.

Narrado por Morgana – filha de Igraine – esse primeiro volume nos apresenta o caos que toma conta do país quando o Rei Ambrósio morre sem deixar herdeiros. Começa uma briga para assumir o poder entre os diferentes grupos que fazem parte do “governo”. Igraine é casada com o Duque da Cornualha – Gorlois – um romano do tipo grosso pero no mucho. Ele quer um filho a todo custo mas em 4 anos de casamento, tiveram apenas Morgana. Igraine casou aos 15 anos e hoje, aos 19, vê sua vida mudar quando recebe uma visita de sua irmã – e a Sacerdotisa – Viviane e Merlim, o Mago.

Eles explicam que Igraine faz parte de uma profecia muito importante – ela terá um filho com o próximo Rei. Esse menino será o responsável pela união do país. O filho de Igraine será Arthur. Só que o marido dela não seria Rei. Igraine começa a sentir um enorme desespero pelo seu futuro: será que ela se tornará uma adúltera? Será que o marido vai simplesmente entregá-la para o Rei? Um tubilhão de coisas passam pela cabeça de Igraine enquanto nem se sabe quem será o novo Rei.

Finalmente, entre mais brigas e discussões, um novo Rei é escolhido: Uther Pendragon. Gorlois fica do lado de Uther até vê-lo conversando com Igraine com uma familiaridade que não deveria existir. Possessivo ao extremo e macho de respeito, Gorlois prende Igraine no castelo e declara-se inimigo de Uther. Apesar de nada ter acontecido, Uther e Igraine têm uma conexão muito antiga mas não vamos entrar em detalhes.

Claro, a profecia se cumpre.

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Não sem antes termos algumas sequências um tanto extensas sobre os poderes de Igraine que estão se desenvolvendo – a dose de magia nesse livro é realmente alta, mas era de se esperar dado o título. 😉 Só que a descrição dos rituais pode ser algo um pouco monótono ainda que te tire um pouco da zona de conforto.

Sobre as mulheres do livro, acho importante ressaltar que nesse primeiro volume não achei nenhuma delas muito sensacional. Igraine é uma menina que ainda está aprendendo muita coisa e se encanta com Uther de tal forma que se torna mais esposa do que mãe, Morgause também acaba casando muito jovem e vira Rainha do Norte demonstrando certa ambição por poder e Morgana, que parecia que não teria um papel muito relevante, do meio para o final do livro se torna a personagem principal ao assumir o posto que lhe é destinado.

Acredito que todas elas terão um desenvolvimento mais aprofundado nos próximos volumes ou, pelo menos, Morgana já que o livro termina com a história dela totalmente no ar.

Pessoalmente, o que mais me chamou a atenção nesse primeiro volume foi o componente das religiões: cristões X magia. Não sei se essa é a equação mais adequada mas o livro mostra muito bem como os cristãos foram excluindo outras religiões do convívio até que tudo fosse moldado de acordo com seus evangelhos. Até Artur aparecer e começar a mudar isso.

No fim, estou com um interesse de 60% de ler os demais livros. Razoável.

A edição do livro é pobrinha – o básico do básico. As letras minúsculas tornam a leitura um pouco cansativa e a figura da capa parece um daqueles desenhos que já vem no banco de dados do word. Ainda assim, é uma leitura que entretém.

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4 Comentários em “Resenha – As brumas de Avalon – A Senhora da Magia (vol.1)”


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Aline T.K.M. em 07.08.2013 às 22:20 Responder

Eiii, como assim um interesse apenas razoável?!?! Li todos os volumes há uns 3 anos mais ou menos e nossa, nem sei como dizer, foi uma das obras que mais me marcou. Amei. Talvez você não tenha se empolgado tanto assim com o primeiro, mas os próximos vão ficando melhores. Eu já estava beeem envolvida na história logo no primeiro; gostei muito da perspectiva feminina de toda essa história (ou lenda?) que envolve o Rei Arthur.

Um beijão! Livro Lab

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Paty em 08.08.2013 às 06:10 Responder

Acho que meu maior problema foi que eu esperava que esse já falasse mais do Arthur e, na verdade, é o começo da história dele. Aí de novo entra aquilo de realidade X expectativa. Ainda preciso aprender a me policiar quanto a isso. 🙂

Mas vamos que vamos que ainda tem muuuuitaaa página pela frente.
=D

Bjos.

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ala em 23.02.2017 às 12:37 Responder

VAI TOMA NO CU

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Patricia em 23.02.2017 às 12:45 Responder

Poxa, um comentário tão eloquente de um leitor será aprovado, com certeza.
Obrigada pela visita e por participar de uma conversa construtiva.
Abs.


 

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