Resenha – Assassinato no Expresso do Oriente
por Poderoso
em 15/10/12

Nota:

Mais um livro da grandiosa Agatha Christie. Arrisco-me a dizer que este é o livro que possui a solução mais bizarra para o crime ocorrido. Trata-se de uma livro com um desfecho complexo, que exige total atenção do leitor.

A maior parte da história ocorre dentro de um trem chamado Expresso do Oriente, que liga Bagdá com a cidade de Londres. O bom e meticuloso detetive Hercule Poirot, que passava uma temporada de férias em Bagdá, recebe um telegrama solicitando a sua volta urgente para Londres por conta de um caso. O pequenino belga consegue a passagem de volta apenas por conta de sua amizade com o diretor responsável pela administração do trem.

Durante a noite, Poirot acorda com um som estrondoso que veio do compartimento ao lado do seu, ocupado por um senhor chamado Ratchett. O belga resolve olhar o que aconteceu discretamente pela porta do seu compartimento e vê o condutor bater à porta de Mr.º Ratchett e a perguntar se ele está bem. O homem responde em francês:  “Ce n’est rien. Je me suis trompé“, que quer dizer “Não é nada. Cometi um erro”.

Poirot decide voltar para a cama, mas resolve ficar atento aos ruídos do quarto ao lado. Enquanto está deitado e acordado, ouve uma das tripulantes do Expresso, Mrs. Hubbard, tocar urgentemente a campainha. Quando Poirot chama o condutor para lhe pedir água, ele diz que Mrs. Hubbard acredita que alguém esteve no compartimento dela, e que o comboio parou devido a uma tempestade de neve.

Após isso, Poirot tenta ir dormir outra vez, mas é acordado de novo pelo barulho de um baque na sua porta. Ele resolve levantar-se e olhar para fora do compartimento, e o corredor está completamente silencioso, e não vê nada a não ser uma mulher, de costas, vestida com um quimono escalarte, a desaparecer ao fundo do corredor.

No dia seguinte, Hercule Poirot descobre que Mr. Ratchett está morto, tendo sido esfaqueado doze vezes enquanto dormia. Porém, as pistas e as circunstâncias são muito misteriosas, algumas das facadas são muito profundas e algumas são superficiais.  Durante a investigação no quarto, o pequeno detetive encontra diversas pistas no compartimento da vítima e no comboio, incluindo um lenço com a inicial “H”, um limpador de cachimbos, e um botão da farda do condutor. Diante disso, Poirot vê-se em uma das mais complicadas investigações de sua carreira, pois as pistas para a resolução do crime são contraditórias e apontam caminhos diferentes para descobrir que foi o assassino.

Com várias investigações pelo decorrer da obra, Poirot descobre que Mr. Ratchett era um fugitivo dos E.U.A muito conhecido chamado Cassetti. Cinco anos antes, Cassetti havia raptado uma criança norte-americana de três anos de idade chamada Daisy Armstrong. Embora a família Armstrong tenha pago uma quantia considerável, Cassetti matou a pequena menina e fugiu do país com o dinheiro, não cumprindo com o que havia prometido nas negociações do sequestro.

A partir daí, a história ganha caminhos e rumos diferentes, assim como um final surpreendente. Hercule Poirot, o sagaz e pequenino detetive, mais uma vez consegue resolver este grandioso mistério dando sentido à tudo.

Ótimas leituras!

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3 Comentários em “Resenha – Assassinato no Expresso do Oriente”


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Gabriel Felipe em 20.11.2017 às 23:42 Responder

Ajudou muito em uma pesquisa literal..

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Sidnei Prestes da Silva em 03.06.2019 às 14:42 Responder

Parabéns pelo resumão da grande obra. Vou seguir na leitura, juntando as evidências para tentar descobrir quem assassinou Mr. Ratchett.
Quem viver, verá!
Boa leitura para quem estiver lendo o livro.

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Mistérios em 24.09.2019 às 19:36 Responder

Adoreiiiii!!!
Muito obrigado😁💘


 

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