Resenha – Bidu – Caminhos
por Thiago
em 03/10/14

Nota:

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Te desafio a não se emocionar com este quadrinho, Bidu – Caminhos, lançada no fim de setembro pela Panini Comics pra abrilhantar a coleção de releituras dos clássicos personagens do Sr. Maurício.

Aqui voltamos ao bairro do Limoeiro para rever Bidu e Franjinha, além de uma cachorrada danada que já estava presente no universo da Turma da Mônica, como Bugu e Duque . Vale lembrar que o Bidu é símbolo da Mauricio de Sousa Produções (MSP) e do próprio projeto Graphic MSP. O personagem, junto com Franjinha, protagonizou a primeira tirinha de Mauricio de Sousa, em 18 de julho de 1959, publicado verticalmente no jornal Folha da Tarde. o cãozinho foi inspirado em Cuíca, o animal de estimação de carne e osso que Mauricio tinha quando criança.

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Aqui, meus conterrâneos mineiros, Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, do fantástico site “Quadrinhos rasos” que tem como proposta fazer tirinhas baseadas em letras de música, mandam muito bem.

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A revista nos mostra dois lados, o de Bidu e o de Franjinha, culminando no ápice de como os mesmos se tornaram melhores amigos. Assim, temos aqui uma história que fala sobre amizade, mas não de uma forma tão simples assim, afinal a grande estrela deste quadrinho é Bidu e suas escolhas, e os caminhos que percorreu até encontrar, ou melhor decidir encontrar franjinha. Nesse trajeto que nos vêm toda a maldade dos autores com o leitor, mas uma maldade boa. Bidu é um cãozinho de rua e não é nada fácil a vida dele, como Damasceno e Garrocho fazem questão de ressaltar.

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Ainda falando da história, uma mola utilizada em algumas histórias que sempre me conquista é a ideia de como nossas escolhas interferem na nossa vida,aquela proposta da contingência do destino, que Vitor Cafaggi também usa na história de seu cão, Valente.

Agora sobre a revista em si, como todas as outras edições da Graphic MSP nesta coleção, é impecável, muito caprichada mesmo. Quem já conhece o site “Quadrinhos rasos” dos autores desta Hq aqui se sentiu bem familiarizado com os traços mais cartunescos que deu forma a Bidu. Outros detalhes interessantes aqui são, a utilização das onomatopéias como um elemento que faz parte do cenário e interage com os personagens, juntamente com os balões que tem o formato contextualizado de acordo com a cena. Outra grande jogada dos mineirinhos é resgatar algo já feito por Maurício de souza, que é animalizar os animais do desenho, fazendo com que falem e pensem de forma própriam representando essa situação através de desenhos dentro dos balões.

Não podemos nos esquecer aqui do mini gênio Franjinha, retratado de forma secundária, como pano de fundo da história. Aqui você o percebe mesmo como uma criança esperta, mas ainda sim uma criança, meiga, delicada e que simplesmente quer um cachorrinho, ou melhor, quer “adotar” um, ponho em aspas pois as coisas vindas do Franjinha nunca foram de maneira padrão, mas só você lendo pra saber.

Leia sem medo de se emocionar, de chorar mesmo e lembrar do cachorro que você teve quando criança, ou do cachorro que você queria ou quer ter.

No mais, boas lágrimas, ops boa leitura a todos!!

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