Resenha – Café Preto
por Ragner
em 01/08/14

Nota:

1cafe

 

 

Meu 2º livro da dama da literatura policial, meu 2º contato com Hercule Poirot e continuo gostando, mas desta vez posso, oficialmente, me posicionar sobre o detetive e a escritora de uma maneira que ainda não tinha feito. Gosto da escrita da Agatha, o construção de momentos tensos e mais tranquilos são bem equilibrados, o ritmo de leitura é bem interessante dentro da literatura policial e a cada livro, a personalidade de alguns personagens, que são bem presentes, garantem aquele sintoma de gostar muito deles, ou nem tanto.

No caso do detetive Hercule, é tranquilamente óbvio o quanto ele pode gerar sentimentos em mim que vão de “que cara formidável” até “que cara chato”. Não somente excêntrico como também extremamente narcisista, o detetive belga adora brincar com sua superior capacidade dedutiva e intuitiva. E muitas vezes acaba deixando as pessoas ao seu redor envoltas por sentimentos, ou de incapacidade ou de incompreensão e aqui ele gosta de trabalhar. Quando menos todo mundo consegue descobrir, mais ele faz mistério. Vaidoso é pouco para ele e até zoação ele garante em momentos assim: “Infelizmente sofro do castigo da grandeza!” Ele é baixinho, e seu intelecto acaba suprindo isso.

Nessa aventura o detetive é convocado por um físico – Sir Claud Amory – para solucionar um mistério que ainda não aconteceu. Sir Claud acaba de descobrir uma fórmula que pode fabricar um letal explosivo e que precisa ser entregue ao Ministério de Defesa, mas algo de muito terrível pode acontecer se tal fórmula cair em mãos erradas e o medo do físico é de que já haja pessoas interessadas em lhe roubar seu mais novo trabalho. Sir Claud convida Poirot para visita-lo e passar um final de semana em sua casa, o detetive aceita e chama seu fiel amigo capitão Hastings para acompanha-lo.

Claro que nada é tão simples e subtramas vão se desenrolando e isso na literatura policial é um combustível magnífico. Pouco antes de Poirot chegar à casa do físico, esse já tinha tentado desvendar o caso, pois a fórmula já tinha sido roubada. Na casa, familiares e convidados eram mantidos na biblioteca enquanto Sir Claud expunha o que tinha acabado de acontecer e depois de facilitar para o ladrão que entregasse a fórmula sem se apresentar, luzes foram apagadas e depois de acendidas, um envelope estava em cima de uma mesa e o físico jazia morto em sua poltrona. Hercule Poirot chega logo em seguida.

Pelo tempo de um final de semana, Poirot precisa descobrir o responsável pelo roubo da fórmula e também descobrir quem assassinou o físico, já que a autópsia revelou que sua morte foi ocasionada por veneno. O detetive precisa prestar atenção a detalhes que outros desconhecem, ou tentam encobrir e conseguir o máximo de informação útil daqueles que querem confundi-lo.

Eu sinceramente me perco na tentativa de solucionar os casos. Há coisas que não me parece tão óbvias e meu poder de dedução não é como o de um Sherlock Holmes. Mas é muito legal ficar tentando resolver o que vai sucedendo. Um exercício muito legal mesmo.

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