Resenha – Comer, Rezar, Amar
por Ragner
em 12/12/14

Nota:

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Consegui acabar o desafio do Tigre seguindo todos os meses tranquilamente. Penso que poderia mudar algumas escolhas de leituras, creio também que poderia até mesmo ter interpretado e exposto de forma diferente minha ideia sobre alguns livros que resenhei aqui. Defendo que esse livro final pode ter sido minha escolha mais bem planejada. O desafio de contar sobre uma leitura “guilty pleasure” me fez refletir bastante sobre qual livro eu poderia ter alguma vergonha de ler. Paulo Coelho não é bem vergonha, eu já li vários, tenho em minha conta quase todos, só não leio mais, não me interessa tanto assim, ler Crepúsculo poderia MUITO encaixar aqui, porém não tenho interesse (tive quando foi lançado, ao ver a capa, mas depois de saber do que se trata, saber da história, deixei de lado), ler 50 Tons de Cinza poderia ser uma escolha, mas não sai da minha cabeça que é literatura por demais dedicada às mulheres com alguma característica específica que não faz parte do meu show e não consegui me enturmar com a vontade de conhecer sobre Christian Grey e seus tons psicológicos – tirando quaisquer preconceitos machistas, preferi deixar de lado -. Mas lembrei que há um livro que sempre me deu curiosidade, um livro que não param de defender que toda mulher deve ler (escrita por uma mulher, que passou por momentos difíceis e conseguiu evoluir em todos), um livro que declara aos 4 ventos a superação de uma mulher que precisava enfrentar seus problemas e deveria conquistar sua independência emocional e física. Então escolhi, um livro para aumentar minha lista de #leiamulheres, que é real o bastante para conhecer mais sobre essas mulheres que fazem do mundo um lugar mais interessante e também que sempre quis ler. Comer, Rezar e Amar finaliza meu desafia em 2014, vejamos o que considerei sobre.

O livro não é um diário, mas pode ser muito bem seguido como, em alguns momentos revisados, em alguns desabafos e em algumas páginas datadas. Aqui temos um relato muito bem esclarecido e detalhado de uma mulher com seus 30 e poucos anos, que passa por complicações nessa vida que nunca é 100% florida ou 100% desastrosa. Nesse livro que é bem gostoso de se ler, vamos conhecendo sobre uma mulher que expõe sua vida conturbada e sua vontade de viver. Ao meu entender, viver é o que ela mais queria. Aprender a viver e não continuar apenas sobrevivendo. Viver em um mundo que tinha mostrado até então, o quanto a sobrevivência era complicada. Aqui podemos ler sobre como essa mulher conseguiu enfrentar seus temores, receios, suas dificuldades e melhorar sua relação com tudo que existe, seja no campo físico, espiritual e amoroso. Comer, Rezar e Amar é um título muito apropriado. Apropriado para concluir que coisas simples e podem muito bem atingir patamares elevados de resoluções fundamentares para a vida.

 

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O livro é escrito e vivido pela escritora Elizabeth Gilbert, que decidiu vivenciar toda uma gama de sensações, prazeres, descobertas e alegrias, depois de ter passado por um divorcio exaustivo e longo. Tudo começa após uma crise de tensão, choro e um momento ajoelhada tentando orar para alguma divindade que ela não tinha certeza se existia, mas que gostaria muito de conhecer, para poder se apegar a algo. Depois de um trabalho em Bali e conhecer um xamã “interessante”, Liz se propõe começar a viver de acordo com o que acredita ser o melhor para ela mesma e após meses enfrentando o divórcio, resolver sua situação amorosa com outro homem que apareceu depois da separação, aprender italiano e conhecer um guru, para ensinar sobre Deus. Divorcio assinado, aulas de italiano iniciadas, viagens acontecendo, Liz começa sua peregrinação.

Cada história revela o quanto a busca pela mudança, paz interior e conquista de qualquer tipo, depende de um trabalho árduo, de tempo e vontade. Mas o livro parece ter sido criado a priori para ser um desabafo, uma exposição de experiências e uma renovação que precisava ser apresentada, um grito que precisava ser ouvido. O li interpretando de todas essas maneiras e já quero assistir ao filme. Foram páginas bem leves e gostosas de serem lidas. Não apenas pelo fato da autora ser mesmo uma escritora de profissão, mas também pelos fatos contados, por história detalhada. Comer, Rezar e Amar vale a pena ser conhecido.

 

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