Resenha de Quadrinho – Dick Tracy
por Thiago
em 19/03/14

Nota:

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Hoje é muito comum encontrarmos em livrarias livros com a capa sendo o poster de sua versão para o cinema, uma boa jogada de marketing para atrair aquele que gostou do filme para o livro e vice-versa, as vezes pode funcionar mal essa estratégia, pra mim toda forma de incentivo a leitura pra mim é válida.

Sempre que penso em um livro/filme a primeira coisa que me ocorre é Senhor dos Anéis, mas hoje não falarei sobre Tolkien e Peter Jackson, quero fazer a relação entre outras duas mídias, os quadrinhos e o cinema., linguagens um pouco mais próximas. As duas se influenciaram reciprocamente, graças à contemporâneidade de suas criações, ambas do final do século XIX.

Vamos agora mais adiante, na famigerada década de 80, onde a coisa começou a ficar mais séria em relação aos live actions. Primeiro tivemos Batman de Tim Burton que arrebentou na bilheteria e depois o filme/hq Dick Tracy e é sobre ele que quero falar.

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Dick Tracy era uma tirinha de jornal da década de 30 feito por Chester Gould até 77, após isso ela continuou sendo feita mas por outros cartunistas. Essa foi uma das histórias mais populares dos EUA, um detetive perspicaz, rápido no gatilho dentro do contexto de uma Chicago infestada pelo crime. Dentro disso Goulden e os demais cartunistas discutiam a respeito da criminalidade, do que leva ao delito, corrupção e técnicas policiais de combate a todos os tipos de bandidos. Aqui, os “inimigos” são algo fantástico, humanos deformados e feios, muito feios que roubavam a cena. (Podemos notar a ideia grega do bom, belo e justo e seu oposto, o feio, mal e injusto.).

Por sua vez o filme é de 1990, estrelado e dirigido por Warren Beatty no papel do detetive Tracy. O elenco está recehado de atores e celebridades como Madona, Al Pacino, Dustin Hofman e mais uma galera.

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O filme foi de grande importância para o diálogo entre os quadrinhos e o cinema, juntamente com o primeiro Batman de Tim Burton. Aqui o figurino, a iluminação, a maquiagem, as caracterizações, os cenários, tudo nos leva ao universo das hqs da década de 80 e 90. O longa busca o ar do quadrinho de 30, mas o adapta a sua época, por  exemplo na questão das cores exageradas, mesmo as tirinhas sendo em preto e branco o filme, tanto no cenário quanto no figurino exibe cores berrantes que hoje podem parecerr meio estranhas mas para o início da década de 90 eram bem normais. O bacana é que assim conseguiram atrair um público diversificado, aqueles que conheciam o detetive e a mulecada como eu, que na época tinha 6 pra 7 anos e fiquei vidrado em Dick Tracy. Além do mais foi através deste filme que comecei a ler quadrinhos que fossem além de turma da Mônica e Tio Patinhas.

Foi sem dúvida um filme que marcou época e abriu espaço para que as adaptações de quadrinhos para o cinema se tornassem o estouro de bilheteria que são hoje (mesmo com um monte de coisa esquisita por ai). Em 1991 ganhou o Oscar de melhor direção de arte, melhor maquiagem e melhor canção original (cantada pela Madona).

Escolhi esse filme por dois motivos, o primeiro é o gosto pessoal e o quanto marcou minha infância, o segundo é o respeito e cuidade que teve pela obra de Chester Gould e seus seguidores (claro que mudou uma coisa ou outra, é uma adaptação. Os fãs do detetive reclamaram bastante de Dick Tracy no cinema não ter o nariz e o queixo protuberante como tinha nas histórias em quadrinhos).

Bom filme a todos!!!

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