Resenha de Quadrinho – Independência ou Mortos
por Thiago
em 29/10/13

Nota:

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Fabio Yabu, escritor dos desenhos animados e quadrinhos infantis “Princesas do mar” (desenho que é transmitido pelo Discovery Kids e Tv Cultura), libera aqui seu alter ego em formato de anagrama Abu Fobiya, para trabalhar temas mais adultos, ou mais jovens, com uma boa pitada de escatologia e terror.

Antes de entrar na história, vale falar da arte do quadrinho, afinal é o primeiro projeto de Hq da Nerdbooks, braço literário do site Jovem Nerd. A capa é simplesmente fantástica, e as ilustrações em preto e branco da revista, feitas por Harald Stricker, que mesmo com nome de gringo é carioca, no estilo dos quadrinhos de The walking dead, são muito boas e conseguem nos levar sem grandes problemas para a mistura de história do Brasil e fantasia além morte.

O que me atraiu nesta revistinha (ou graphic novel, como preferirem) é o fato de tratar de forma divertida a independência do Brasil. Sem nenhuma dúvida poderia ser utilizado em uma aula de história de uma turma de ensino médio. Hoje é tão difícil incentivar um adolescente a ler, porque não os incentivar com um quadrinho sobre zumbis no Brasil colônia? Além do mais ainda estamos na “temporada” do zumbis, invadindo o mundo pop, nas séries, filmes e jogos.

A premissa da história é bem simples, o mal zumbi chega ao Brasil junto com a família real portuguesa. Em sua desesperada fuga de Napoleão. Dom Pedro I tem uma missão extra em sua vida. Ele não tem apenas que declarar a independência do Brasil e cortar o laços com os portugueses, agora também precisa lutar contra zumbis

No desenrolar da trama, temas como Napoleão e o bloqueio continental, (que este exerceu na Europa em prol de sua rivalidade com a Inglaterra) a relação colônia e metrópole, a relação da Inglaterra com o Brasil, o fim da escravidão e outras questões sobre este período histórico se misturam com humor.

Nós, não sei bem o motivo, temos pouco costume de brincar com a história do Brasil, quem sabe este quadrinho possa contribuir para que as novas gerações se aproximem da nossa história, criando uma relação íntima que os deixe a vontade para não apenas aprender com e sobre ela, mas também para se divertir com a mesma.

Minha crítica fica ao fato de as vezes apresentar um desequilíbrio entre a parte séria e o humor “galhofa” da história. Por isso e por acreditar que o fim não foi tão bem trabalhado quando a HQ, pedia, dou três xícaras de café.

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