Resenha de Quadrinhos – A Liga Extraordinária
por Gabriel
em 02/08/14

Nota:

A Liga Extraordinária

A Liga Extraordinária é uma história em quadrinhos que ganhou certa visibilidade há alguns anos, quando foi lançado um longa metragem baseado nesta obra. A HQ tem o dedo de Alan Moore, autor idolatrado por suas diversas boas criações dos quadrinhos adultos.

Este é um quadrinho adulto de aventura, que apresenta cenas fortes de violência e grandes “tomadas” de batalhas em página dupla. A qualidade da arte impressiona, com traços arrojados e fluidos. Uma colorização impecável completa o trabalho. Os autores brincam com um contraste entre essa arte de aparência tão atual e a organização da obra, que lembra a época de ouro dos quadrinhos (ou mesmo das radionovelas) ao finalizar os capítulos com frases como:

Trema, querido leitor, ao horrível espetáculo de Johnny Chinaman armado com as poderosas armas de nossa nova Era Elétrica…

As capas da HQ original, inclusas na versão encadernada, também lembram obras antigas e fecham o clima. Toda essa caracterização de antiguidade serve de moldura para um roteiro que não apenas se alimenta de referências, mas sim as engole e devolve com outra roupagem: são personagens clássicos da literatura inglesa que aparecem em uma Londres com ar steampunk, envolvidos em uma conspiração que conecta reis do crime chineses e líderes do MI5, o serviço secreto inglês.

Estão na obra Sherlock Holmes, Dr. Jekkyl e Mr. Hyde (respectivamente O Médico e o Monstro), Capitão Nemo (de Júlio Verne), Allan Quatermain (das Minas do Rei Salomão), O Homem Invisível (de H. G. Wells) e Mina Harker (do Drácula de Bram Stoker). Todos esses personagens clássicos convivem juntos na mesma Londres, unidos pela necessidade de recuperar um artefato poderoso. Contratados pelo serviço secreto inglês, eles passam a atuar como um grupo e percorrem o submundo da cidade.

A Liga Extraordinária tem um roteiro clássico de filme de ação (antigos heróis, cada um com sua própria história, se unem a contragosto para combater um novo inimigo), com algumas surpresas interessantes. As referências literárias são o que realmente dá cor à HQ. Os autores também conseguem encerrar a história com um gancho interessante, abrindo a possibilidade de sequências. Pretendo ler também as sequências e resenha-las aqui. Obra recomendadíssima para amantes dos personagens citados, amantes de Alan Moore ou mesmo amantes dos quadrinhos. Muito boa.

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