Resenha De Quadrinhos – A Morte Do Super-Homem
por Ragner
em 07/06/13

Nota:

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No começo dos anos 90 foi lançado A Morte Do Super-Homem e digo a vocês que tal gibi fez, de uma certa forma, uma pequena revolução em minha vida. Não li logo que saiu, mas acompanhando uma saga do Batman (A Queda Do Morcego), em um número aleatório, mas que seguia a cronologia de todo Universo DC, li que o Azulão tinha morrido e a Liga Da Justiça estava de luto. Rapidamente consegui a HQ e desfrutei de um ótimo trabalho.

O vilão foi criado específicamente para essa história, mas depois fez parte da DC. Muito se fala que foi uma jogada de marketing para “renascer” o maior e mais antigo herói dos quadrinhos, já que o Kriptoniano vinha sofrendo perante outros heróis e perdendo terreno, mas tal jogada foi como um choque para os leitores que logo depois voltaram a consumi-lo de forma satisfatória para a editora (e uma década depois nascia Smallville, outros filmes e esse ano sai “O Homem De Aço”, que pode ter tudo para ser o melhor já realizado sobre o “último” filho de Kripton).

Eu particularmente gostei muito de toda a história. Não houve muita explicação sobre o Apocalipse e mesmo tendo mais de 150 páginas, tudo foi bem rápido, dinâmico e cheio de ação. Como deveria ser. Do nada surge um ser que vai destruindo o que há a sua frente, a Liga Da Justiça é chamada e começa uma caçada e ao destruidor que já segue chamado de Apocalipse. Um a um vai sendo massacrado, alguns quase mortos. Os super-heróis não conseguem parar o ser que não se detêm por nada. Como uma força impossível de ser contida, o vilão continua seu caminho de demolição. Enquanto a Liga tenta proteger a população, o Azulão estava em um encontro com alunos de uma escola, mas ao descobrir que seus amigos estão em perigo, vai ao encontro deles.

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Claro que todos acreditam que o maior super-herói do universo será capaz de eliminar o perigo, mas então começa o dia em que a humanidade veria seu defensor ser assassinado por um monstro que ninguém jamais ouvira falar. Uma guerra entre os dois se inicia. Enquanto a Liga tenta recuperar suas forças, cuidar de seus feridos e repensar sua estratégia, o homem de aço luta sozinho, mas página a página vai percebendo que seu oponente não é comparável a nenhum outro com quem lutou.

Cidades são destruídas e algumas vidas se perdem pelo caminho. Por mais que o Super-Homem tente combater Apocalipse e salvar quem está por perto, ele não tem muito sucesso. Vai tentando levar seu antagonista para regiões mais desertas, mas o que acontece é os dois chegarem a Metrópoles. Aqui começa de vez a maior batalha do maior herói do mundo. Os dois se enfrentam com todas as forças e, na frente de olhos atentos de todo o planeta, ambos consomem as últimas energias que possuem. Golpeando, sangrando, se enfrentando até o último suspiro.

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Claro que meses depois o Azulão volta à vida (Apocalipse também retorna tempos depois), pois o que realmente acontece é uma quase morte. Sua vida, sua força, seus poderes são ilimitados graças ao nosso sol amarelo. Mas a história de sua morte é bem melhor do que de sua ressurreição. Tal gibi é item oficialmente necessário para coleção de todo amante de quadrinhos de heróis e vale muito a pena para consagrar o maior dos maiores (uma pena que Batman aqui não aparece, mas ele estava com enormes problemas em Gotham, chamado Bane, o SEU Apocalipse).

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