Resenha de Quadrinhos – Adeus, Chamigo Brasileiro
por Gabriel
em 21/06/14

Nota:

Adeus, Chamigo Brasileiro

Vamos a mais uma obra brasileira no mês dos nacionais. Adeus, Chamigo Brasileiro mistura História e ficção ao falar sobre a Guerra do Paraguai. O título da obra faz referência a uma palavra em guarani, língua falada pela maioria dos paraguaios à época da guerra.

A obra tem um traço simples, clássico, e é colorizada com lápis e algumas aquarelas (aparentemente). O domínio do autor sobre a técnica dos quadrinhos é total, com boa diagramação e ótima qualidade dos desenhos. Seres humanos são retratados com perfeita proporção e paisagens com muitos detalhes também recebem tratamento adequado.

A pesquisa feita sobre a Guerra do Paraguai é o grande diferencial desta obra. São apresentadas cenas de batalhas desta guerra, fatos históricos, em meio às vidas de personagens vindos do sertão baiano, da capital carioca ou até mesmo de Paris. Acompanhamos a guerra e sua influência (em geral, fatal) sobre a vida de dois sertanejos baianos forçados a se alistar e dois burgueses (um carioca, um paraguaio) retirados de suas vidas por motivos diversos e enviados ao ambiente da guerra.

As atrocidades deste período são bem retratadas. A própria capa já reflete uma das cenas mais impactantes, em que Jorge (o burguês carioca) se vê em meio aos mortos empilhados de uma das batalhas. Há mais cenas como essas, mostrando a crueza da guerra. Mas há também os momentos normais, no Rio de Janeiro ou em Assunção, também retratados com habilidade.

Esta é uma obra histórica, o que traz certas restrições de criação ao seu autor. No entanto, Toral consegue criar tramas paralelas, de pessoas, para contar ao mesmo tempo o que ocorreu com os países envolvidos naquela guerra e o que ocorreu com as vidas dos seres humanos envolvidos. Uma obra muito interessante e recomendada aos que querem saber mais sobre esse período.

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