Resenha de Quadrinhos – Bando De Dois
por Ragner
em 02/05/14

Nota:

Bando-de-Dois

O Cangaço, sertão, “o ‘nordestino’ é, antes de tudo, um forte” e tendo isso em mente li essa Graphic Novel fantástica. Já postei outra HQ sobre cangaceiros e gostei demais – Lambião …era o cavalo do tempo atrás da besta da vida. Posso até dizer que gostei mais ainda de Bando de dois. Os desenhos são mais intensos, realisticamente mortais e até mais bizarros, já que, como bem mostra na capa, cabeça é o que não falta. O enredo é ligeiro, dinâmico e com significados bem interessantes sobre a cultura do nordeste.

A arte é mesmo um agrado a parte e as expressões, as movimentações corporais e até faciais, ditam uma história bastante dramática, mas que nos é passada com não como algo específico para o público adulto, mesmo tendo tanta morte. O público juvenil também pode ler a HQ e se interessar muito pelo trabalho do artista, já que mesmo sendo bastante detalhista quanto aos cangaceiros e soldados, ele também consegue ser caricato com o povo do vilarejo onde acontece a maior ação.

 

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Assumo que foi lendo a HQ que entendi o Bando de dois. É bastante óbvio, é bem explícito, mas sem ler o contexto, fiquei tentando arrumar explicação para o título, sem muita conclusão. Tentei elaborar algo do costume sertanejo, algo que remetesse ao nordeste, mas não chegava a conclusão algo. Li a história, admirei os desenhos, fui folheando página a página e já nas primeiras entendi. Após um grupo inteiro de cangaceiros, liderados por Otônho, ser rechaçado pelos militares do tenente Honório, Tinhoso encontra Caveira de boi e AMBOS senguem em uma cruzada para cumprir o pedido do chefe, que em assombração pediu para Tinhoso os libertar.

Tinhoso e Caveira de boi (que tem seus próprios motivos para recuperar as cabeças dos companheiros) percorrem o sertão para poder tocaiar a volante tenente Honório, interceptam e explodem o trem que levava armas para eles e armam uma emboscada em uma vila chamada Nova Nazaré. Lugar de fanáticos religiosos e rodeada por dunas que poderia tomar a cidade a qualquer momento. Quando a volante chega à vila, em momento oportuno os cangaceiros vão conseguindo matar cada soldado, mas o tenente é bastante esperto e vai conseguindo sobreviver até poder estar cara a cara com um dos dois.

Entre tiros, banho de sangue, explosões que arrancam cabeças e atravessam corpos e peixeiras que cortam o inimigo, a ação vai se desenrolando como um filme de velho oeste com a caricatura do sertão nordestino.

 

 

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