Resenha de Quadrinhos – Batman – O que aconteceu com o cavaleiro das trevas?
por Thiago
em 09/07/14

Nota:

 

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Então, vamos continuar com Neil Gaiman? Dessa vez em quadrinhos, nos mostrando sua ótica sobre o homem morcego.

Publicada primeiramente no ano de 2009 em duas partes, mas ano passado  encadernada em volume único, bonito de capa dura pela Panini. A proposta da história pode ser vista de algumas forma, a primeira é como um fechamento dos ocorridos nas revistas do Descanse em paz e no crossover Crise Final, ambas escritas por Grant Morrison. (Nessas revistas ele morre, e isso não é spoiler).

Vale ressaltar que é muito normal no mundo dos quadrinhos, heróis morrerem, ressucitarem, resetar o mundo algumas vezes e ignorar a história do roteirista anterior.

Aqui em específico, a ideia era fazer algo parecido com o que foi feito com o Super homem na edição “O que aconteceu com o homem de aço?”, escrita por Alan Moore (hoje já também reeditada em capa dura pela Panini no Brasil), pois em 85, após a Crise nas Infinitas Terras, a editora resolveu encerrar a cronologia do Homem de Aço iniciada na Era de Prata. Em Batman porém a proposta é um pouco diferente, pois o morcegão passou por um momento de grande relevância, no caso sua morte, mas logo voltaria.

Assim, aqui temos a segunda forma de ver essa história: uma grande homenagem de Gaiman ao cavaleiro das trevas, com desenhos de Andy Kubert e arte finalização de Scott Williams.

Gaiman nos traz uma introdução, ou carta de amor, que conta como foi o bastidor dessa Hq e sua relação com Batman. Não pule essa carta, vale muito a leitura.

O autor nos mostra então o que pretende com a revista, fazer a última história do Batman (mesmo não sendo) ou dos Batmans, em suas diversas roupagens, autores, versões para outras mídias. Assim, partindo da ideia de que o Homem morcego está morto a história tem como pano de fundo seu funeral, brincando com diferentes olhares, pontos de vista de amigos e inimigos do nosso herói, brincando com o real, a ilusão, a verdade e o engano.

Alguns personagens dos quadrinhos são difíceis de retratar em histórias tão emblemáticas como esta, pois são transcedentais. Todo mundo conhece o Batman, ou pelo menos algum Batman, diversas faces de um mesmo herói e Gaiman tenta aqui resgatar essa sensação de nostalgia e os diversos detalhes que fazem parte do universo deste. Batman, Bruce Wayne, Cavaleiro das Trevas, diferentes traços, diferentes personalidades, desenhos com cores, mais sombrios, mais galhofas.

No mais esta não é pra mim a melhor história do Batman, nem o melhor trabalho do Neil Gaiman, mas é uma das melhores do Batman e um bom trabalho do autor. Não é uma obra pra agradar os fãs, nem do personagem nem do escritor, é mais pra agradar o próprio roteirista, isso pode parecer pedante, mas como é uma fala do próprio Neil Gaiman a gente releva, afinal, aqui a gente pode perceber a alegria e o amor postos na obra, por parte não só do pai do Sandman mas como do desenhista, o Andy Kubert, que fez coisas inacreditáveis, trazendo também sua ótica e traço para vários layouts do morcegão.

Bom velório, quer dizer, boa leitura a todos!!

 

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