Resenha de quadrinhos – Nascido para matar
por Ragner
em 07/07/21

Nota:

Damian Wayne é o último Robin e o filho legítimo do homem morcego (legítimo, pois os demais ou foram adotados ou criados como meninos prodígios). Ele nasceu depois de um breve affair entre Bruce Wayne e Talia Al Ghul – filha de Ra’s Al Ghul – e doutrinado sua infância inteira pela liga dos assassinos. Durante sua tenra idade, o pequeno Wayne foi criado para se tornar um maquina de matar. Um gênio moldado para atingir níveis quase sobrenaturais de excelência no quesito exterminar inimigos. E aqui faço um adendo: ao ler esse exemplar da Lenda do Batman, lembrei demais do gibi em que surgiu o Bane pelo simples fato de ser uma história de formação. Damian Wayne foi insanamente treinado e talhado para ser o maior assassino do mundo.

A história aqui é curta, não representa de fato o arco inteiro de Nascido para matar (que é bem maior do que foi apresentado nesse encadernado) e vem com outras pequenas histórias incluídas. Temos o surgimento do Damian e seu primeiro contato com o pai, um pouco sobre a Corte das Corujas, que comanda o submundo de Gotham desde seus primórdios, uma ligeira competição entre os Robins, já que Damian quer provar que ele é o melhor entre eles, junto a um embate contra um inimigo chamado Terminus e o confronto com um culto de canibais.

Nascido para matar é o encadernado nº 17 da coleção A lenda do Batman e dá um gostinho do quanto Damian é importante e interessante para o universo do morcegão. A criança de apenas 10 anos não é apenas um assassino impecável e moldado pela mãe. Ele também passa a conviver com a influência, o senso de justiça e moralidade do Wayne pai. Traços do caráter, coragem, determinação, confiança, rebeldia e arrogância do pequeno Robin, podemos acompanhar durante essas pequenas histórias e vemos o quanto ele é essencialmente uma arma treinada para ser perfeita, mas que também consegue respeitar seu progenitor.

A eterna competição (sim, diversas vezes Damian tenta provar seu valor para os outros Robins, impondo que ele é o herdeiro natural e único digno do legado do Batman) é um dos pontos mais interessantes aqui. Tim Drake e Jason Todd se incomodam bastante com o atrevimento do adolescente prodígio, mas Dick Grayson já está em outra pegada e nem se abala tanto. A parte com a corte das corujas também é deveras interessante, pois para quem não conhece é um prato cheio para pesquisar sobre a organização que manda em Gotham. O final, com os lunáticos canibais já é mais fraca, mas serve para ilustrar o convívio entre pai e filho.

Esse é mais um dos encadernados que trago para vocês, então digo que, aguardem e confiem que mais sobre a lenda do Batman cedo ou tarde aparece por aqui.

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