Resenha De Quadrinhos – O Cortiço
por Ragner
em 06/07/13

Nota:

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Particularmente acredito que a adaptação de literatura para quadrinhos, seja uma excelente ideia de opção para conquistar leitores ainda não acostumados à muitas páginas sem ilustração. Desde que começamos a ler (aconteceu comigo), passei um bom tempo lendo gibis e depois procurando livros com gravuras, e com isso fui me acostumando e sendo conquistado pelos livros, cada vez maiores e conseguindo uma autonomia na criação de imagens detalhadas nas histórias. As ilustrações ajudam bastante no contexto, mas depois que se adquire o hábito de imaginar e criar situações com o que acontece no enredo, a evolução do leitor segue pela caminho dos livros sem imagens, o que é normal.

Algumas coleções estão sendo lançadas dando imagens e cores à narrativas constantes na literatura, seja nacional ou internacional. Já postei sobre algumas obras da literatura universal e desta vou lugar à nossa brasileira com um clássico de Aluisío Azevedo, adaptado do livro O Cortiço.

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O português João Romão trabalhava em uma taberna desde sua adolescência e logo depois de seu patrão foi embora, ficou com tudo. Durante alguns anos trabalhou com afinco e com desejo de riqueza. Com uma vizinha quitandeira – Bertoleza – se abastecia com as comidas que ela fazia, uma negra que ainda era escrava de um cego que vivia em Minas. Ela pediu para que ele a ajudasse a guardar suas economias, ambos trabalharam juntos, acabaram se amigando e João até comprou sua liberdade. Amantes e sócios, expandiram o negócio e construíram um Cortiço.

O português Miranda era casado com Dona Estela que o traíra desde os primeiros anos juntos, mas que não separava pois sua riqueza veio dos dotes dela. Em algumas noites de maior desejo ele a visitava durante a noite, já que dormiam separados. Eles tinham uma filha, mas a dúvidas sobre se ela era dele o fazia detesta-la. Estela estava tentada em recair em infidelidade novamente com os caixeiros do marido e por isso se mudaram para um casarão ao lado do Cortiço. Miranda queria um quintal e João Romão era pura cobiça e idealizava construir uma grande estalagem.

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Com o estabelecimento crescendo e a estalagem também rendendo uma boa grana, João Romão queria mais e mais. Ele e a Bertoleza viviam de sobras da comida dos trabalhadores para economizar e quando recebia vinho de Portugal, multiplicava a quantidade da bebida misturando com água e cachaça. Enquanto isso Miranda aumentava a raiva do vizinho e escondia sua inveja por trás de ares de superioridade.

No casarão moravam além de Miranda, Dona Estela e a filha Zulmira, também Henrique e o velho Botelho. Entre intrigas e fofocas, Botelho vigia as infidelidades de Dona Estela e tentava se aproveitar de Henrique. No Cortiço vivia todo tipo de gente. Famílias e trabalhadores que conviviam cheios de segredos de conversas atravessadas até a chegada de Jerônimo e sua mulher Piedade. Jerônimo era correto e honesto, isto o fez ser bem visto e quisto dentro do Cortiço. Quando volta Rita Baiana, uma festa tomou conta do lugar, enfurecendo o vizinho Miranda. Com os dias, Jerônimo foi sendo tomado por interesse em Rita, sua mulher percebendo seu afastamento e a vida no Cortiço ficava cada vez mais cheia de confusão.

Claro que tais adaptações são mais corridas do que o enredo normal em um livro, mas é possível acompanhar muito bem toda a trama, ainda mais com os desenhos dedicados a mostrar fatos que podem ser julgados como mais importantes. A história se torna mais curta, mas a forma de conta-la se torna bem agradável e convidativa. Outros quadrinhos desse mesmo livro também são editados, cada um personificando cada personagem da forma que mais lhe interessa, o que pode mudar um pouco a interpretação de quem os lê, mas o contexto permanece e isso é o que mais importa.

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1 Comentário em “Resenha De Quadrinhos – O Cortiço”


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Rayane Cruz em 27.06.2018 às 21:25 Responder

Adoreíiiii😄super compatilho ‘O CORTIÇO’


 

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