Resenha De Quadrinhos – O Homem Que Sabia Javanês
por Ragner
em 16/08/13

 

Seguimos com outro clássico da literatura nacional e com isso vou aumentando meu contato com os livros que não li durante os anos de escola e tão pouco durante vestibulares que já prestei. Claro que aqui as adaptações devem sofrer grandes cortes, o livro perde muito do que tem escrito, mas é tudo muito bem trabalhado (tenho observado isso), já que a ideia central e a ambientação parece muito bem destacada.

Tenho defendido muito essa nova abordagem de se lançar romances e contos brasileiros e tenho visto mais de uma edição trabalhando os livros clássicos nacionais. Em minhas próximas resenhas de quadrinhos, tentarei ler as obras de outras editoras que também estão criando HQ de nossa literatura.

O escolhido dessa vez foi “O Homem Que Falava Javanês”. Sempre acreditei que a história deixaria clara a falcatrua do personagem principal, mas no decorrer da leitura, pude acompanhar que, não importava o que ele fizesse, sempre havia a valorização de sua capacidade, uma certa dedicação para aprender mesmo aquilo que ele defendia saber, e acabei torcendo um pouco para ele. Mas que fique claro, mesmo com uma boa intenção, a priori, o protagonista se importa mais é com seus ganhos e quando já começo a gostar dele, vejo também o quanto a ambição dele não é tão de boa assim.

Tudo começa em um confeitaria quando Castelo contava a seu amigo Castro, as peças que já pregou para se dar bem na vida e conseguir obter tudo que queria. E quando mais o engenhoso Castelo discursava, mais Castro se animava em saber das desventuras do amigo. O atento Castro ressaltou a vida engraçada de Castelo e esse defendeu que uma vida regrada pode ser bem aborrecida e quando disse que não sabia como se aguentava no consulado, o papo chegou a sua aventura de se tornar professor de javanês.

Um pouco depois de chegar ao Rio, Castelo estava praticamente na miséria e pulava de pensão em pensão sem ter como ganhar dinheiro para se sustentar, até que um dia, ao folhear um jornal, uma oportunidade lhe acertou em cheio. Alguém precisava de um professor de javanês e ele iria fazer o possível para conseguir o cargo, mesmo que tivesse que aprender a língua (algumas palavras pelo menos). Foi então à biblioteca, pesquisou tudo relativo ao povo, a língua e ao país Java, começou a estudar com afinco e dias depois, após ludibriar o encarregado do aluguel do cômodo que ocupava e conseguir mais tempo onde vivia, redigiu uma carta à quem procurava por um professor.

Com mais confiança e algumas palavras na ponta da língua, foi até a mansão do senhor que queria aprender a língua oceânica. Um lugar longe da cidade e onde morava apenas um velho e seu mordomo. O Barão de Jacuecanga se apresentou e contou sua história, explicando porque gostaria de aprender uma língua tão pouco conhecida. Por causa de um livro dado para sua família. Depois de acordarem preço e horário, logo após iniciaram os estudos. Castelo aproveitou da inocência do barão e sua dificuldade em aprender que acabou tendo a sorte de seu aluno desistir de continuar as aulas e que preferia que o livro fosse traduzido por pedaços.

A história de Castelo continua além desse contato com o Barão e tudo que veio em seguida o lançava a conquistar a confiança de outras pessoas e com isso conseguir cargos de respeito em qualquer lugar que chegasse ou fosse enviado.

Os quadrinhos dessa coleção – Literatura Brasileira Em Quadrinhos – são diferenciados por terem informações sobre o autor e mesmo sobre a obra. Até mesmo atividades e questões em relação ao livro, contexto histórico da época em que foi escrito e como a adaptação em quadrinhos foi feita estão contidas em cada volume. Um diferencial que serve muito bem para as futuras gerações de apreciadores de literatura, seja ela escrita ou desenhada.

Postado em: Resenhas
Tags: , ,

1 Comentário em “Resenha De Quadrinhos – O Homem Que Sabia Javanês”


Avatar
diana bruna alves forte em 26.11.2013 às 22:02 Responder

o homem que sabia javanes era muito interesante


 

Comentar