Resenha de Quadrinhos – Rising Stars: Estrelas Ascendentes (3)
por Gabriel
em 15/11/14

Nota:

Rising Stars 3

O volume 3 de Rising Stars: Estrelas Ascendentes marca o encerramento da saga. Já falei sobre os volumes 1 e 2 aqui, e agora falo sobre este último volume e impressões sobre a série como um todo.

Rising Stars: Estrelas Ascendentes é um quadrinho de super-heróis realmente diferente. Se os volumes 1 e 2 já marcam bem essa diferença e seguem caminhos raramente trilhados por HQs desse gênero (apesar de algum nível de plágio no tema e em alguns personagens), o volume 3 é o que definitivamente posiciona esta série como algo único. Quer o leitor goste ou não goste.

Este último volume foi dividido em 4 edições no Brasil e publicado no formato convencional dos quadrinhos, com poucas páginas e encadernação simples. A arte de Anderson é interessante, mas não primorosa; alguns quadros dão a impressão de um certo cansaço e alguns personagens de fato mudam suas fisionomias ao longo dos volumes. Mas isso não compromete a ideia central, que consegue ser bem retratada.

A série chega ao seu fim com os heróis encontrando de fato a sua missão (cada um à sua maneira): alguns destroem o arsenal nuclear dos países, outros lutam contra o tráfico de drogas e coisas assim. Esta visão maniqueísta do mundo é um tanto decepcionante, mas a curiosidade pelo final leva o leitor mais crítico a seguir em frente. Só que o volume 3 leva esse certo pieguismo a níveis um tanto alarmantes.

Quando os personagens começam a envelhecer, enquanto uns enfrentam suas questões pessoais e outros desenvolvem instalações gigantes às escondidas, um deles resolve se candidatar a presidente dos Estados Unidos. E essa decisão, que dá o tom do final da série, traz um elemento cômico que não estava presente até então. Mas torna as coisas um pouco mais imprevisíveis.

O roteiro de Straczynski é interessante, mas peca em alguns aspectos que o tornam muito ingênuo. A visão maniqueísta de mundo dos personagens, que simplesmente se redimem todos ao mesmo tempo e passam a defender a humanidade lutando contra traficantes e “combatendo o crime”, é um pouco decepcionante para a expectativa que a própria série cria. Um pouco dessa crítica acaba surgindo no volume 3, mas não é o bastante. Outro ponto decepcionante é que o autor cria um personagem adicional neste terceiro volume, tirado do nada e que faz toda a diferença ao roteiro. Por mais que fizesse sentido ter mais este personagem dentre os Especiais, não é nem um pouco razoável surgir com ele de repente em meio ao último volume da série. Parece claramente um improviso e uma apelação a uma figura superior que salve o mundo.

Rising Stars: Estrelas Ascendentes tem uma proposta interessante e uma execução razoável. Vale a pena para quem gosta do gênero de super-heróis e quer ver algo diferente, ou para quem gosta de quadrinhos adultos e quer passar um pouco pelo mundo dos super-heróis. De resto, é uma obra dispensável.

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