Resenha De Quadrinhos – Superman/Batman #50
por Ragner
em 19/09/14

Nota:

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Li a principal história dessa HQ pela internet, online mesmo e até imaginava que tinha sido criação de algum fã incondicional, mas ao pesquisar um pouco, tive a grata surpresa de que se tratava de uma história que fazia parte de um número em circulação da revista, que trata dos dois maiores heróis da DC. E como é citado na capa, o enredo trabalha os “laços paternos”. Sim queridos amiguinhos e amiguinhas, temos em mãos uma das que, possivelmente, poderia ser a maior história dentre todas nos mundos dos quadrinhos. A priori é tratada como um encontro sem grandes alardes e sem maiores proporções, no que podemos acompanhar ao ler o gibi, mas reflitam comigo, um encontro entre os pais do Morcegão e do Azulão, o que isso poderia ocasionar na vida dos futuros amigos?

Thomas Wayne – pai do nosso Batman – viaja com Martha pelo Kansas já de noite e durante uma conversa sobre o nome do futuro filho (que ele gostaria que fosse menina e ela afirma que será menino e que se chamará Bruce) uma espécie de meteorito risca os céus e cai perto da estrada, assustando os dois. Thomas se aproxima do objeto e sua curiosidade de cientista o faz desconsiderar o alerta da esposa, que pede para ele manter distância. Ele encosta no que parece ser um cristal e logo em seguida percebe que não está mais em Smallville. Thomas tem a mente abduzida até Krypton, por Jor El – pai do nosso Homem De Aço -, mesmo sem saber onde está, vai entendendo que aquele lugar não é a Terra e ao se deparar com outros seres, encontra Jor El e começa um bate um papo com o homem que tentava salvar seu planeta, mas não era ouvido, mesmo sendo alguém respeitado. O maior cientista de Krypton trás um dos salvadores de Gotham até seu planeta para poder aprender um pouco mais sobre a Terra, e confirmar se é o melhor destino para seu filho. Durante a conversa, mesmo um passando a confiar no outro, alguns pensamentos são questionados se devem ou não serem expostos totalmente: Jor El fica na dúvida se comenta que o sol amarelo dá poderes quase infinitos para um kryptoniano, deixando-o invencível e Thomas se pergunta se deve contar o quanto os humanos são imperfeitos.

Após uma conversa entre amigos, um passa a acreditar nas intenções do outro e antes que qualquer segredo ou dúvida possa ser encerrada, o efeito da sonda que tornou capaz a transferência da mente de Thomas, de forma holográfica, para Kryton, vai perdendo a força e chegando ao fim. Mas a decisão de enviar o bebê Kal para Terra é tomada assim mesmo e a crença nas palavras daquele, outrora, completo desconhecido, ajudou a ter um conhecimento maior sobre o que poderia estar a espera do último filho de Krypton.

 

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Além de contar sobre esse encontro que pode criar novos rumos para o entendimento sobre a relação dos dois heróis, temos pequenas partes que mostram como eram os envolvimentos dos próprios pais com as mães também. Tanto Thomas Wayne quanto Jor El tinham uma relação de respeito e total cumplicidade com as esposas. Enquanto Thomas enxergava Martha como a responsável por deixa-lo com os pés no chão, Jor-El demonstrava admiração enorme por Lara.

A história é curta, mas é interessante. Poderia ser mais explorado tal encontro e a conversa poderia até ser melhor elaborada, mas o acontecimento por si só já é algo fantástico. A arte tem tons mais escuros, as cores não são tão vivas e muito pode parecer mais algo relacionado ao Batman do que ao Superman. Mas é uma história de ambos, vale a leitura.

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