Resenha – Desaparecido Para Sempre
por Ragner
em 02/03/16

Nota:

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Harlan Coben já é figura tarimbada em nosso Poderoso e posso dizer também que está entre meus autores favoritos. Sou um grande fã de sua escrita e a cada livro, comprovo o quanto é delicioso ler suas histórias, mesmo que uma ou outra siga por caminhos já detectados anteriormente. Alguns protagonistas conferem particularidades ou mesmo singularidades que podemos observar em personagens de outros livros. Em Desaparecido para Sempre, há dois personagens que me lembraram bastante Myron e Win, guardadas as devidas proporções, mas que lembra bem certos traços de personalidades e até a interação existente entre os amigos.

“Desaparecido para sempre” é o segundo livro que leio sem fazer parte dos enredos que incluem Myrion e Win (primeiro foi Cilada) e tenho gostado de enveredar mais por outras histórias e outros contextos. A cada livro cresce minha vontade de ler todos do Harlan, pois fico envolvido por suas frases bem escritas, parágrafos dinâmicos/curtos e diálogos cheios de referências, intertextualidades e também irônicos, com pitadas de sarcasmo, humor e realistas (digo realista por entender que a narrativa ganha traços que poderiam estar fora da ficção e acontecer com pessoas de verdade).

Will Klein vive dias tensos, tristes e que remetem a um passado que deveria estar enterrado. Mas desgraça pouca é bobagem. Após enterrar a mãe, suspeitar que o irmão – Ken (considerado o assassino e morto há 11 anos) – pode estar vivo e também descobrir que a namorada – Sheila – desapareceu, Will se envereda por um caminho que tem tudo para piorar. Com a ajuda do amigo Squares, ele decide desvendar a verdade sobre o desaparecimento do irmão e o que aconteceu com Sheila, mas acaba descobrindo que tudo pode estar relacionado ao assassinato de sua antiga namorada Julie Miller. Com o passar dos dias e com a ajuda de algumas pessoas que podem estar envolvidas direta ou indiretamente com Ken e Sheila, Will faz o passado vir a tona, abrir feridas já cicatrizadas e também fazer com que outras questões o perturbe mais.

O começo do livro não vai apenas apresentando personagens, vai também introduzindo histórias que passam a fazer sentido páginas e mais páginas à frente. Vários autores usam desse artifício para deixar o leitor interessado, curioso e algumas vezes até incomodado (criando, talvez, aquela vontade de ler de uma vez o capítulo seguinte, para saber rápido o que vem em seguida). Coben é um escritor que sabe bem como conduzir tudo isso, ainda mais quando vai deixando pistas de que uma história tem a ver com outra, alguns personagens passam a ter relevância na vida de outro, mesmo que em um passado distante; e até improváveis circunstâncias são pertinentes em acontecimentos que podem desamarrar alguns nós emaranhados demais.

Coben entrelaça enredos como poucos. Algumas reviravoltas são mais do que providenciais e até condicionam melhor situações que parecem quebrar momentos de clímax. Desaparecido Para Sempre manteve fácil meu gosto de ler Harlan Coben, mesmo tendo altos e baixos (onde ficamos mais ou menos interessados, com vontade de não largar o livro ou mesmo quando algumas coisas parecem desnecessárias e aqui vem à tona o gênio do escritor). Ainda prefiro as histórias com Myrion e Win, mas as variantes estão indo muito bem até agora.

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