Resenha – Eu, Alex Cross
por Ragner
em 06/02/13

Nota:

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Livros policiais possuem uma atmosfera que cria tensões, circunstâncias e situações propicias para contagiar o leitor de uma forma bastante favorável no intuito de querer acabar rápido cada página, cada capítulo e chegar ao final o quanto antes. E esse final tem que ser surpreendente também, se não toda a magia construída pode se transformar em desgosto e destruir uma obra que tinha tudo para ser excelente.

Autores americanos possuem lugar privilegiado em minha biblioteca. John Grisham, Tom Clancy, Dan Brown, Harlan Coben já possuem espaço mais do que garantido e atualmente estou conhecendo mais outros. No momento tenho lido James Patterson, estou com Ken Follett (inglês) me esperando e já pensando nos próximos. A escrita ágil, com algumas reviravoltas (ou não), aquele gosto de acreditar que sabe as “cenas dos próximos capítulos”, o clima que envolve e instiga na descoberta, tudo são características desses escritores. Até hoje não li algum livro deles que não me tomasse dessa forma.

Em “Eu, Alex Cross”, o 1º que leio do James Patterson, toda essa atmosfera está presente. Não vou fazer uma comparação com os outros escritores que já li. Defendendo aqui que a literatura americana é trabalhada dessa forma tão interessante, os autores ainda conseguem possuir um estilo próprio e uma das coisas mais fantásticas, é que cada personagem, seja protagonista ou não, são caracterizados de uma peculiar e condizente estrutura literária do escritor.

Nesse livro o detetive Alex Cross (protagonista de uma série de livros, “especializado em casos hediondos: homicídios, assassinatos em série“), durante sua festa de aniversário, recebe a notícia de que sua sobrinha tinha sido assassinada. Relembrando acontecimentos que os fizeram ficar distantes, Alex corre atrás de respostas para encontrar o responsável pela sua morte. Horrenda. A cada passo dado e a cada fuçada na vida que Caroline Cross vinha tendo, Alex vai temendo o quanto a história pode ainda ficar mais suja e terrível.

Enquanto tudo vai parecendo mais bizarro e cheio de complicações, mais acontecimentos ruins vão ocorrendo na vida pessoal de Alex. Sua avó sofre um ataque cardíaco e ele percebe o quanto isso atinge sua família, filhos e namorada, sem se esquecer dele mesmo. Ele sente seu mundo desmoronando, pela tragédia em família, e ficando perigoso, por evidencias de que pessoas poderosas estão envolvidas, mas mesmo assim não desiste de encontrar a verdade, doa a quem doer e continua suportando a dor e o medo de presenciar alguém tão próximo batalhar pela vida.

Patterson trabalha aqui com situações que envolvem pessoas quase intocáveis e vai conduzindo de forma franca o clima de literatura policial, mas eu defendo que o desfecho poderia ter uma conclusão mais impactante ou apenas diferenciada. Alex é mesmo um personagem cativante, inteligente e corajoso. Outros livros o tem como protagonista e já foram roteirizados para o cinema. Fiquei deveras interessado em ler mais sobre ele. Isso é um fato.

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2 Comentários em “Resenha – Eu, Alex Cross”


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andreia em 08.02.2013 às 10:16 Responder

Adoro este autor, ja li outros livros dele como 4 de julho, Quando sopra o vento e o Diario de Susane para Nicolas,o autor conssegue se diferenciar a cada livrom gosto mais da serie Cross e dos livros de romance policias como a serie do livro 4 de julho . Gostei da sua resenha, nao tive a oportunidade de ler algum autor que voce indicou. No comeco do seu comentario vou procurar saber mais deles e se. Tem titulos. Em romance policias que eu adoro!

Ragner
Ragner em 08.02.2013 às 12:24 Responder

Valeu pelo comentário Andreia.
Leia os demais sim:
O John Grisham tem muito livros sobre tribunais e justiça, o Tom Clancy mais sobre guerra e militares, o Dan Brown ficou muito conhecido com o Código Da Vinci (que ainda não li) e o Harlan Coben possui uma série com o personagem Myron Bolitar que é fantástica.
E já que tu gosta de livros policias. indico muito Conan Doyle.

Volte sempre.


 

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