Resenha de Quadrinho – Galho Seco
por Thiago
em 10/12/14

Nota:

galho seco capa

Uma das coisas mais interessantes da Comic Con Experience, como disse na postagem de ontem, e conhecer pessoas, principalmente as que você nem ouviu falar antes. E foi assim com Guilherme Petreca, vi uns desenhos incríveis expostos no beco dos artistas e perguntei de quem era, prontamente ele se manifestou e começamos a conversar bastante. O cara é muito bacana, falamos sobre o evento, sobre quadrinhos, sobre o Don Rosa, sobre São Paulo e muito sobre a experiência fantástica que é o beco dos artistas.

Durante nossa conversa fui apresentado  ao seu quadrinho, “Galho Seco”, uma produção independente de mais ou menos 12 páginas, lançada em 2013 na FIQ de BH. Este quadrinho  é simplesmente sem palavras, sem palavras mesmo. Este é o segundo quadrinho que resenho aqui nesta linha, o primeiro foi “Monstros” de Gustavo Duarte, que também estava lá no evento, no beco dos artistas. O que mais gosto em revistas sem palavras é exatamente o trabalho com as formas textuais que não se dão apenas em palavras.

Guilherme explora de um modo muito bonito o  “sonhar acordado”, aquele universo onírico que sem querer perdemos quando nos embrutecemos, ia dizer quando nos tornamos adultos, mas conheço crianças que não sabem explorar sua dimensão lúdica e conheço adultos que fazem isso muito bem, eu já soube fazer isso muito melhor.

Aqui, a ideia é bem simples, mostrar como um objeto pode, através da nossa imaginação, ser diversas coisas, quando crianças brincam um pano velho vira uma capa de supe herói, pedras viram ouro, tudo que você quiser é possível de existir. Imagine um galho seco, quantas coisas ele pode ser?

Isso, pode ser visto pela área da semiótica, ao vermos a relação entre signo, significante e significado. O signo seria obviamente o símbolo, objeto ou ser referido, no nosso caso um galho seco. O significado é aquilo que atribuímos ao signo e o significante é você, que dá algum sentido ao símbolo e o faz ser o que é, ou melhor, o que você quiser que ele seja. Claro que no meio acadêmico essa teoria sofre algumas críticas severas, a outra vertente deste pensamento não acredita que um signo possa ficar assim, mudando de significado ao bel prazer do significante, mas isso fica prum outro dia.

galho seco 1

Abaixo segue um vídeo sobre a feitura de “Galho seco”.

 

Boa leitura a todos!!

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