Resenha – Inferno
por Ragner
em 24/04/15

Nota:

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Dan Brown é um excelente escritor, gosto dos livros que já li dele, escolhi Inferno exatamente por seguir uma linha de leitura que me prende, com um enredo empolgante, capítulos curtos, diálogos ágeis e uma história cheia de acontecimentos que a cada página vai estruturando tramas bem interessantes. Porém a magia que envolve seu principal protagonista – Robert Langdon – tem enveredado muito no contexto de “mais do mesmo”.

Gostei muito de Inferno, a rica narrativa pelas ruas de Florença, sobre a arte italiana e toda simbologia que possa existir no texto de Dante Alighieri. A força das “teorias conspiratórias”, certa mitologia religiosa e uma constante ação de descobertas e intrigas, deixa a leitura bem interessante. Dan Brown conhece muito bem seu público, mas já está precisando mudar um pouco alguns contextos, pois todos os livros com Langdon são mesmo parecidos.

Essa aventura do professor de iconografia e simbologia começa sem ele saber onde está e como foi parar em um hospital. Alvejado por um tiro na cabeça e com uma amnésia que o impossibilitava lembrar do que tinha ocorrido nos últimos dois dias, ao acordar e se deparar com um médico italiano, fica confuso e depois de conseguir conversar com uma médica que fala inglês, tenta entender o que possa estar fazendo na Itália. Mas a chegada de uma moça, totalmente desconhecida, que atirava a sangue frio na pessoa que ficasse entre ela e o professor, faz com que a jovem médica e Langdon fujam.

 

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Enquanto estava inconsciente, Lagndon tinha pesadelos aterrorizantes com cenas que representavam o Inferno. Um inferno descrito pela literatura. O Inferno de Dante, ilustrado por Sandro Botticelli. As imagens tenebrosas dessa ilustração que percorre a história de Dante, não sai da cabeça de Langdon e depois de descobrir que guarda um objeto que quase o matou, o professor vai entendendo o que as imagens do pesadelo podem significar. E ele não está sozinho, a médica que o salva – Sienna Brooks – vem se mostrando muito mais do que uma simples médica.

Toda a trama vai sendo aprofundada de maneira bem dinâmica e outros personagens vão ganhando força e importância que pode influenciar as descobertas sobre os dias que foram apagados pela amnésia de Langdon. Uma senhora de cabelos cinzas, diretora da Organização Mundial de Saúde e uma agência secreta que trabalha para um homem que entende o aumento populacional como causa para o fim da humanidade, antagonizam entre si questões que o Langdon vai desvendando junto de Sienna.

Inferno vai além dos outros livros, envereda por mais países e cidades que as outras histórias e também cria um enredo que engloba um risco de escala mundial. A trama aqui é maior e mesmo que a veia principal se pareça com os demais livros, há pontos positivos que deixam correria de Robert Langdon bem interessante.

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