Resenha – Love letters of great men
por Patricia
em 14/11/12

Nota:

Alguns anos atrás, contra a vontade do meu namorado, eu estava assistindo (e forçando ele a assistir comigo) ao primeiro filme de Sex and The City (que não chega aos pés da série). Em um dado momento do filme, há uma cena em que Sarah Jessica Parker lê um livro que contém cartas de amor de grandes homens da História. Esse ano, enquanto eu fuçava nos sites internacionais descobri – com espanto – que o livro existe de verdade.

O livro – em inglês – é uma edição lindíssima, com capa dura e desenhos que parecem feitos à mão. Todas as cartas começam com uma breve biografia do escritor da carta que segue. Temos filósofos em crise de meia idade, chefes de Estado, Duques, Mozart, Beethoven e assim por diante. Cartas que provam que homens que pensam muito sobre a vida e a razão, perdem toda a racionalidade quando se trata de suas amadas. Então temos cartas de maridos para suas esposas, de homens casados para suas amantes e de solteiros interessados em solteiras. Tem amor para todo gosto.

 

Amostra grátis – carta de Denis Diderot (filósofo e novelista) para sua amante Sophie Volland:

“Adieu, my dearest love. My affection for you is ardent and sincere. I would love you even more than I do, if I knew how.”

Ler cartas é sempre algo interessante. Muitas vezes, as pessoas guardam para correspondências pessoais seus pensamentos mais sinceros, profundos e  diretos. Ler uma carta que o Rei Henrique XVIII escreveu para Ana Bolena, por exemplo, é como voltar para a sala de aula e ouvir um pouco de História (ainda mais por já sabermos o que esse homem fez para poder ficar com ela, batendo de frente com ninguém menos que o Papa).

Já as cartas de Napoleão para Josephine mostram um homem inseguro – apesar de tudo. Napoleão ganhou batalhas, conquistou territórios e foi considerado por muitos como um estrategista brilhante, mas se Josephine não lhe escrevesse constantemente, ele se tornava pedante, ciumento e, basicamente, dava um leve escândalo em suas cartas para ela. (Meu lado “Mario do Bairro” se divertiu com as cartas dele, eu confesso).

O livro encerra com cartas de soldados durante a Primeira Guerra Mundial que nos dão uma idéia do que eles passaram mas, acima disso, da saudade que sentiam de casa.

Por ser um livro de cartas, a leitura flui bem e é rápida. Mas é importante ressaltar que as cartas têm um nível difícil de inglês porque são escritas com uma linguagem bem formal seguindo o formato da época – algumas são de 1600 e bolinha. Mas nada que um bom dicionário não ajude. Além disso, palavras de amor são sempre de boa inspiração para começar bem o dia.

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