Resenha – Lugar Nenhum
por Gabriel
em 21/10/12

Nota:

Lugar Nenhum

Você conhece Neil Gaiman? Já mencionado aqui em uma resenha de um de seus livros, Gaiman fez seu nome primeiramente escrevendo quadrinhos. Com histórias fantasiosas, farto uso de referências mitológicas e religiosas e uma imaginação impressionante, Gaiman é um mestre na criação de universos paralelos complexos.

O quadrinho mais famoso de Neil Gaiman é Sandman, uma obra longa e complexa na qual o protagonista é o senhor dos sonhos e o mundo mostrado vive à parte do nosso. Em “Lugar Nenhum”, o autor retoma essa ideia de um mundo alternativo, mas de uma forma diferente.

Escrita originalmente para a TV, a trama de Lugar Nenhum é envolvente e simples. As referências mitológicas e religiosas continuam lá, mas são secundárias; o que realmente permeia a história toda são os nomes de lugares, bairros e outros detalhes da capital inglesa, Londres. Isso não chega a ser um problema, pelo menos na edição feita pela Panini para o Brasil.

Lugar Nenhum foi publicada aqui em nove partes, divididas entre os nove primeiros números da revista “Vertigo”, em sua mais recente encarnação pela editora Panini. A revista, que já mencionei aqui ao falar de Hellblazer, é muito bem editada e produzida e trata com maestria esta obra de Gaiman.

A trama de Lugar Nenhum se desenvolve ao redor de um homem normal, pacato e disposto a acatar ordens de todos os lados, que vê sua vida mudar drasticamente ao salvar uma mulher que estava na rua. Deste ponto em diante, a fronteira entre o mundo “comum” e o mundo paralelo que existe nos subterrâneos de Londres se torna mais tênue, e vemos uma sucessão de seres fantasiosos e aventuras neste novo mundo.

Para quem aprecia a fantasia, praticamente qualquer obra de Neil Gaiman pode ser recomendada. Lugar Nenhum é mais uma dessas.

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