Resenha – Marina
por Patricia
em 14/05/13

Nota:

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Quem já leu Zafón sabe que qualquer livro dele vale a pena. Para quem não leu nada dele ainda, leia hoje. Recomendo começar por A sombra do vento – o livro que o lançou no mundo como grande autor. Ele costuma contar histórias de suspense como poucos. Normalmente, eu não gosto desse tipo de literatura, acho muito mais do mesmo. Mas Zafón quebra tudo isso por ser um exímio contador de história. Ele faz você acreditar em cada vírgula do livro mesmo sendo totalmente improvável. É um belo talento.

Confesso que por mais que tenha adorado A sombra do vento, não me empolguei com o Jogo do anjo. Então, quando peguei Marina para ler eu não sabia o que esperar.

O livro nos apresenta a Oscar, um jovem que passa a maior parte do seu tempo em um internato pois seus pais viajam muito. Solitário, com apenas um melhor amigo, ele passeia por Barcelona quando não tem mais nada para fazer. Em uma de suas caminhadas, ele chega a uma mansão que parece estar abandonada. Impressionando com a imponência do lugar, ele entra para ver mais e encontra um relógio lindo de ouro mas se assusta com um barulho e foge. Quando chega no internato ele percebe que esqueceu de devolver o relógio.

Com peso na consciência, ele retorna para devolver o relógio. Lá, ele encontra Kakfa – o gato que só toma leite quente – Marina, a menina mais bonita que ele já viu e que parece ter mais ou menos a mesma idade e German, pai de Marina que está muito doente. Rapidamente, ele e Marina se tornam amigos. Ela é tão solitária quanto ele. Não vai para a escola, não tem amigos e vive para cuidar de seu pai.

Aos poucos, ele vai aprendendo sobre a triste história dessa família isolada do mundo. Marina o apresenta a coisas novas e, um dia, o leva ao cemitério para que ele possa ver a dama de negro. A dama de negro visita um túmulo sem nome no cemitério sempre no mesmo dia da semana e mesmo horário. A única identificação no túmulo é uma borboleta negra.

Começa a história com o jeito Zafón de ser. Cenas de terror, suspense constante, amor jovem, perseguições e tudo o que é necessário para um livro prender o leitor do começo ao fim.

As descrições são tão bem escritas que se você ver uma foto de Barcelona vai reconhecer a cidade como se tivesse acabado de voltar de viagem. Outra característica excelente de Zafón é o desenvolvimento de personagem: não vemos apenas Oscar e Marina em uma aventura, conhecemos duas pessoas com personalidades próprias, jovens que não são chatos, não estão perdidos no mundo, não têm um romance fácil e barato (sabe aquele em que a menina vê o menino e aí ela baba porque ele é perfeito e ele já tá apaixonado porque ela é linda demais e…enfim…insira aqui o restante do padrão atual).

Nada disso acontece aqui. Marina é eletrizante em todos os sentidos.

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2 Comentários em “Resenha – Marina”


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Leuciane em 24.03.2016 às 18:53 Responder

Este site é muito bom, verdadeiramente é um resumão da história que consegue despertar no leitor vontade de saber o que acontceu no ínterim do livro…amei!

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Patricia em 24.03.2016 às 22:14 Responder

Opa!! Super obrigada! 🙂 Depois conta para gente se vc leu o livro e o que achou.


 

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