Resenha – Metallica: A biografia
por Patricia
em 15/09/14

Nota:

Biografia_Metallica

Já comentei várias vezes por aqui o quanto eu sou fã de Metallica. Sempre foi minha primeira escolha de banda quando eu precisava ouvir qualquer coisa para qualquer tipo de ânimo, ou seja, banda para toda e qualquer hora. Até hoje é assim. Metallica é única banda com uma playlist dedicada no meu ipod no meio de todas as outras playlists que monto com nomes duvidosos.

Para o mês de Setembro do Desafio do Tigre, o tema é música e a escolha, para mim, não poderia ter sido mais fácil. Acho que, até agora, foi o mês mais simples para escolher o livro para resenhar. 🙂 Como também sou grande fã de biografias (li a de Garrincha para o mês com tema esporte), uni o útil ao agradável e decidi me deliciar com algumas horas do bom e velho heavy/thrash metal em versão impressa.

Metallica é hoje referência em heavy metal, mas começou como qualquer outra banda. No final da década de 70, Lars Ulrich, um dinamarquês morando nos Estados Unidos, estava descobrindo que a música ia além dos solos de jazz aos quais estava acostumado: Deep Purple surgiu com um som intenso e barulhento que viciou o jovem estrangeiro rico de pais liberais. Aos 17 anos, Lars sabia muito bem o que queria ser, ou melhor, o que queria criar: a melhor banda de heavy metal do mundo.

Em questão de 2 anos, o Metallica já estava formado e gravando seu primeiro álbum – Kill ‘em all. Com Cliff Burton no baixo e Kirk Hammel na guitarra (Kirk substituiu Dave Mustaine – que acabou sendo expulso da banda por ser um bêbado fora de controle e fundou, de birra, outra banda incrível que se tornou referencia no metal – Megadeth), o álbum não foi um sucesso imediato, mas gerou um burburinho sobre esse novo estilo musical. Para uma banda que tocava num ritmo acelerado, com letras bem obscuras e um vocalista inseguro, foi um excelente resultado que catapultou a gravação do segundo álbum – Ride the lightning.

Pessoalmente, quando leio um livro sobre uma banda que gosto, minha maior curiosidade é descobrir como algumas de minhas músicas preferidas nasceram. Mais ainda, foi muito divertido ver como o Metallica era tão genial e diferente de tudo o que existia que acabaram por criar – ou representar – um sub gênero do metal: thrash metal – caracterizado por músicas aceleradas ao máximo e letras agressivas. Claro que coisas similares sempre existiram, mas o Metallica foi uma das primeiras bandas e unir tudo isso numa única música com melodias longas e cheias de riffs furiosos de guitarra.

Eu conhecia algumas histórias da banda, mas o autor nos apresenta algumas nuances bem interessantes. É justamente para questões desse tipo que eu adoro ler biografias; para saber certos detalhes que nem a mídia divulga muito às vezes. E Mick Wall tem conhecimento de sobra para montar o livro: ele seguiu o Metallica desde os primeiros passos e é amigo pessoal dos integrantes.

A leitura flui que é uma beleza, as referências de bandas menos conhecidas servem de prato cheio para fãs de metal e as histórias que o autor descreve tão bem são ótimas e muitas bem engraçadas. Não engraçadas nível “Ozzy entupindo a privada com maconha enquanto tenta se livrar da polícia”, mas razoavelmente engraçadas – o Metallica não é conhecida como uma banda com muito senso de humor.

O capítulo sobre a morte de Cliff Burton, no entanto, é de doer o coração. Estejam avisados.

Uma boa biografia, porém, não se esquiva de falar sobre o bom e o ruim. Mick Wall se mantém fiel a isso fazendo críticas pertinentes no momento apropriado. A escrita do autor é tão bem organizada que poderia muito bem ser um livro de ficção sobre os altos e baixos de uma banda qualquer. Uma das melhores biografias que já li, das mais imparciais, objetivas e recheadas. Recomendada forte.

 

Desafio

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