Resenha – Na Pele De Uma Jihadista
por Ragner
em 08/09/15

download

 

Minha escolha por esse livro se deu muito por dois fatores: queria aumentar nossa lista de #LeiaMulheres e ler algo sobre o Estado Islâmico. O livro se mostrou uma grata opção e o trabalho jornalistico está bem integrado na linha de romance aqui escrito. Uma história real que revela, talvez, o maior grupo terrorista do planeta me deixou com vontade de conhecer mais sobre uma parte do mundo que vive em guerra.

O que você seria capaz de fazer para conseguir atingir certos objetivos? Até onde você estaria disposto a ir para realizar um projeto? Essas são duas questões que fiquei me questionando quando comecei a ler esse livro. O jornalismo é mesmo uma profissão interessante e quando se propõe a desmascarar certas verdades, é capaz de ir aonde poucos tem coragem e disposição de conseguir histórias que descortinam muitas crenças.

Uma jornalista francesa cria uma personagem inocente e cheia de ideais românticos para poder se aproximar de homens que recrutam jovens com desejos de se tornarem mártires em nome do Islã. Mélodie é uma garota de 20 anos que se envolve com Bilel, um homem influente e próximo de Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico, um dos terroristas mais perigosos do mundo. Mélodie é uma invenção, mas toda sua conversa com Bilel faz parte do plano da jornalista para poder se infiltrar no EI e investigar o que é a Jihad 2.0.

“O Estado Islâmico chegará às portas dos Estados Unidos para combatê-los, e submetê-los à vontade de Deus. Em seguida, aboliremos todas as fronteiras: a terra será então um grande Estado islamizado sujeito às leis da charia.”

Anna Erelle que se passava por Mélodie estava interessada em saber como jovens que viviam a margem da sociedade, ingressavam no EI para poder alcançar a glória de heróis. A Jihad 2.0 é a forma de propaganda digital utilizada pelos terroristas para poder recrutar guerreiros, hipnotizados pela violência distribuída ostensivamente nas redes sociais. o Jihad 2.0 é puro e gritante terrorismo digital e Bilel, em contato com Mélodie vai tentando envolvê-la, mostrando o quanto toda aquela crueldade tem um propósito e que ela será tratada como uma rainha se juntando à ele na Síria, onde o EI nasceu.

O EI é um tanto quanto diferente da Al Quaeda. Enquanto o EI é um Califado sunita que se encontra entre a Síria e o Iraque, que tenciona acabar com o poder xiita, a Al Quaeda se pronuncia como inimigo do Ocidente. o EI quer destruir os inimigos em sua região, a Al Quaeda se concentra nos infiéis, fora do seu meio. E a Jihad 2.0 é motivada a distribuir pela internet todo o poder e horror do terrorismo e deixar claro a punição para aqueles que se opõem a suas crenças.

O livro ainda mostra como a situação da Síria e países da região é mesmo desesperadora e é possível fazer um paralelo com a trágica realidade que refugiados precisam passar para escapar do domínio dos terroristas que matam ou morrem por seus ideias acima de qualquer outro ou qualquer liberdade.

PS.: Anna Erelle parece ser também um nome fictício para proteger a identidade da jornalista, ainda mais depois do ataque à revista Charlie Hebdo,na França.

*******************

Livro enviado pela Editora

logo paralela colorido

Postado em: Resenhas
Tags: , ,

Nenhum comentário em “Resenha – Na Pele De Uma Jihadista”


 

Comentar