Resenha – Nada a perder
por Ragner
em 04/06/13

Nota:

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2º livro que leio de Lee Child que tem como protagonista Jack Reacher. Como pude observar, veio depois de Um Tiro, Uma Morte e muitos outros livros tem ele como personagem principal. Quero ler todos. Reacher já se torna alguém deveras interessante. Fiz uma comparação de Jack, na resenha anterior, com John McClane e James Bond, dessa vez, misto ele com Rambo e Ethan Hunt, solitário e extremamente funcional. Ainda quero perceber ele como um Jack Bauer e Jason Bourne. Veremos nos próximos livros.

Child faz algo diferente de Harlan Coben. A cada livro ele escreve um pouco sobre a personalidade de Jack e um pouco sobre seu passado, não sendo preciso ler os livros anteriores para conhecer o “anti-herói”, mas Coben faz algo a mais e elabora, em cada livro, elementos que vão construindo o personagem, independente dos demais livros e que nos faz gostar mais ainda do protagonista. Child nesse livro mostra uma faceta interessante de Jack, de forma distinta de Coben. Mas tenho que ter em mente que os personagens, de cada um, são por demais variados e acredito que Reacher fique até melhor com tão poucas informações sobre ele.

Caminho - Homem caminhando para o por do sol

Em Nada A Perder, Jack percorre cidades do Colorado, passeia por Hope e decide seguir em frente – tem como filosofia nunca retroceder, sempre seguir a diante -, chegando em  Despair (sim, ele sai de Esperança e chega em Desespero), vai até um café e espera ser atendido, mas parece que a cidade não foi com a cara dele ou, por algum motivo, ele não é bem vindo. Minutos depois, já assentado e bebendo um café, alguns homens mal encarados o pressionam para se retirar da cidade. Assim, tudo sem muito sentido ou explicação. Como Jack não é afeito a receber ordens mal dadas, incapacita um quebrando-lhe o queixo e então aguarda as autoridades. Depois de enviar um para o hospital e ser rendido pelo policial da cidade, descobre que os homens são auxiliares, é levado até o juiz e esse declara que ele deve ir embora. Motivos: vadiagem, por não ter um lar nem emprego há dez anos (durante o julgamento, perguntas e respostas sobre a vida de Jack vão acontecendo). Ao ser levado até o limite da cidade, Jack percebe que foi enviado para uma estrada que segue para Hope e como não tem a menor intenção de voltar, ele precisa saber o que na verdade acontece em Despair para depois seguir caminho. O caminho que quer e não o que lhe impõe.

Voltando para Hope encontra a xerife, Vaughan, que lhe dá carona e tenta fazê-lo esquecer da cidade vizinha, mas ela acaba sendo envolvida pelas tentativas de Reacher de entender o que está acontecendo e ambos acabam se aprofundando mais e mais em circunstancias militares, políticas e com pessoas, com poderes econômicos, dispostas a mascarar o que há de estranho. A história aqui gira exatamente em torno do mistério que existe em Despair. Ninguém é bem vindo na cidade a passeio e todos os habitantes parecem esconder alguma coisa. A justiça que permeia o código de conduta de Jack e seu senso de dever para com quem necessita de ajuda extrapolam o limite de segredo que existe na cidade e quando ele percebe que alguma coisa não encaixa ou está mal explicada, ele não sossega enquanto não descobre ou “destrói” o que o incomoda. Ele não pode deixar de lado o que parece errado, ainda mais quando ele não tem “nada a perder”.

certo-e-errado-

O livro consegue ser melhor do que o outro que já tinha lido, até certo ponto e é esse ponto que descarta a última caneca estrelada. O enredo é construído de forma bem interessante. Mesmo não tendo algo cheio de suspense ou grandes reviravoltas, dessa vez, a escrita de Child é muito boa e vale muito a pena ser lida e quase rendeu as 5 canecas. Mas não deixarei claro o que não foi 100%, vocês terão que ler.

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