Resenha – O Alienista Em Cordel
por Ragner
em 22/11/13

Nota:

oalienista

Machada De Assis é considerados por muitos como o maior escritor brasileiro. Literariamente falando, o conheço bem pouco, tive que ler os livros pedidos durante os anos escolares e para prestar vestibular (bem antes do ENEM), mas confesso que não li nenhum por inteiro. Meu maior contato com ele acaba sendo em forma desse cordel que resenho hoje. Mas já penso em incluir o autor para minha leitura de 2014.

Como todos os outros exemplares, temos toda uma apresentação enriquecedora sobre história e contexto de tudo que é relacionado a época e aos autores. Uma pequena introdução já é de praxe nessa coleção e serve muito bem como algo introdutório para leitores (assim como os quadrinhos também fazem). O cordel é um trabalho diferenciado e, no caso desse livreto, mesmo se atendo ao original, sem alterações, uma certa graça nordestina e cultura regional, característico a esse gênero, contribuem e muito para deixar a leitura diferenciada e interessante.

O romance de Machado conta a história de Simão Bacamarte, médico, especialista em doenças mentais, estudou em Coimbra (Portugal), e decide voltar à sua terra para tratar dos alienados que cá vivem. A psiquê o interessava profundamente e tal ciência preenchia todo sua vida. Mesmo depois de ter casado, atenção à esposa não lhe importava, o que tomava mesmo seu tempo era o estudo da doença cerebral e com obsessão em relação aos loucos, conseguiu construir uma casa para trata-los.

A Casa Verde, reduto da loucura, serviu como lugar de estudo e procura incessante de Simão para a cura dos alienados. Qual tipo de demência diagnosticada era recolhida à Casa Verde, que dia após dia ia crescendo e alojando mais lunáticos. Cada um com um caso curioso e notável. Diversidade não faltava e entre furiosos e mansos, alucinados, delirantes o atarefado médico mal dormia e mal comia. Sua esposa não recebia atenção e acaba se definhando de aflição, mas sofria sem qualquer reclamação. Com o tempo muitas pessoas ditas como comuns foram sendo levadas a Casa Verde, sem aparente loucura e isso inflamou a população.

A forma de contar um romance por versos é deveras interessante. Mesmo que o autor da adaptação se esforce para se manter no original, a construção literária rimada do cordel serve como um algo a mais que regionaliza o enredo. A trama não muda em nada e certos aspectos enriquecedores são acrescentados.

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