Resenha – O Banquete
por Ragner
em 12/07/13

Nota:

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Muito de Platão é dividido entre seus pensamentos e os pensamentos que ele atribuía à Sócrates, seu mestre. Como esse nunca deixou nada escrito, tudo que sabemos sobre ele teve, também, Platão como narrador.

Platão escrevia muito em forma de diálogo e em suas obras persistia em argumentar sobre virtudes ou sentimentos. No caso do “O Banquete”, seguimos um debate sobre Eros (Amor), depois de uma festa regada a excessos. Depois de muito beber todos os envolvidos concordam em discutir sobre a natureza, significado e beneficio do amor, cada um expondo seu entendimento e sentimento sobre.

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Sócrates chega após a festa e participa do debate, deixando para falar entre os últimos. Fedro é o 1º a opinar sobre o conceito de amor e defende que tal “deus” existe desde o início do mundo e que não há mais nada virtuoso do que amar. Pausânias é o 2º, explicando que o amor é duplo, sendo ele bom ou mal. Para Erixímaco, o amor exerce uma harmonia entre alma e corpo. Aristófanes relata que o homem desconhece o amor e que a natureza humana possui três gêneros: o masculino masculino, feminino feminino e masculino feminino ou o chamado andrógino. Ágaton decide enumerar os dons do amor e suas virtudes e não apenas enaltecer o que tal “deus” faz com o homem.

Quando Sócrates começa seu discurso, o faz favorecendo o conceito de Ágaton e esclarece, principalmente, que ninguém ama o que tem: “O que deseja, deseja aquilo de que é carente, sem o que não deseja, se não for carente.”. O amor é uma eterna busca, um desejo que sempre está no mais além. Justifica, através do mito, também que o sentimento  cria laços entre homens e deuses. O último a falar foi Alcibíades que preferiu tecer elogios à Sócrates do que ao Amor. (Lembro-me bem que durante os anos de faculdade, comentávamos sobre o homossexualidade na fala de Alcibíades, o que parecia por demais evidente).

Assim como outros livros filosóficos, O Banquete pode proporcionar a condição de reflexão e analise particular para cada leitor, o que é deveras importante e interessante. Mesmo sendo um diálogo bastante antigo, toda a argumentação sobre o Amor é ainda vívida e autêntica, condizendo com o que muito se pode aprender e entender sobre tal sentimento divino e humano ao mesmo tempo.

Entre discursos e mitos sobre os efeitos do Amor, o livro baqueteia mesmo sobre o assunto, favorecendo uma discussão com muitas visões sobre e deixando claro, pelo menos para mim, que sobre isso há muito o que se falar e pouco, verdadeiramente, a ter certeza.

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18 Comentários em “Resenha – O Banquete”


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Nilson Cabral em 06.03.2014 às 09:41 Responder

Parabens pelo seu trabalho!

Ragner
Ragner em 06.03.2014 às 11:25 Responder

Muito Obrigado! Volte sempre.

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Nilson Cabral em 06.03.2014 às 12:14 Responder

Boa tarde Ragner,

Eu estou estudando bacharelado em teologia a pouco tempo.
E preciso fazer uma outra resenha sobre parmenedes e sua influencia no judaismo.
Você teria algum estudo que possa me ajudar nessa pequisa?

Grato.

Sds,

Nilson Cabral

Ragner
Ragner em 06.03.2014 às 13:19 Responder

Com prazer vou dar uma olhada no que tenho aqui e se puder ajudar te envio. Pode ser pelo nilson.cabral@conautrj.com.br ???

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Nilson Cabral em 10.03.2014 às 09:19 Responder

Pode sim. Desde já agradeço por sua ajuda.

Sds,

Nilson Cabral

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M. em 20.09.2014 às 14:02 Responder

Olá,

Quero pedir sua autorização para usar seu resumo sobre o livro “O Banquete” como meu resumo no trabalho de Filosofia. Vou usar como um apoio. Vou usá-lo com minhas próprias palavras.

Desde já agradeço.

Ragner
Ragner em 21.09.2014 às 20:45 Responder

Olá M.

Usa-lo como apoio, como referência e dando os créditos, eu autorizo. Usar como se fosse seu, como se você tivesse escrito e refletido, não vai poder. Eu sou professor e nunca poderia autorizar isso, sem esquecer que quando você precisar pensar sobre algo em uma prova, vai ficar mais complicado se não argumentar com suas próprias palavras.

Valeu pela visita. Outros livros de filosofia são constantemente resenhados por aqui.
Abraços.

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M. em 23.09.2014 às 11:40 Responder

Boa tarde, Ragner.

Eu li bastante sua resenha antes de colocá-la no papel, pesquisei e me informei mais sobre Platão para que eu não ficasse perdida caso o professor perguntasse. Queria agradecê-lo pela a grande ajuda. Coloquei créditos e espero que meu professor aceite. Só usei sua resenha como apoio por não saber por onde começar.

Forte abraço.

Ragner
Ragner em 23.09.2014 às 13:04 Responder

Boa tarde M!

Agora sim senhorita. Fico feliz por ter ajudado de alguma maneira e sempre que precisar, pode pedir ajuda.

Abraços.

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Gali em 24.04.2015 às 09:21 Responder

Esta obra revela a amplitude do conceito sobre o amor, são exclamações acerca deste sentimento tão complexo. O interessante, é a “deslocada” que Sócrates incrementa em seu discurso, sempre na tentativa de “aproximar” o homem aos deuses…, ou seja, na mesma tentativa, de tudo (racionalizar). trazendo para o homem a competência de tudo explicar… dando incio às filosofia do (sujeito) na ideia de um (Eu) cognoscente.

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Alessandra Santos em 01.12.2015 às 10:18 Responder

Muito bom !!

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Katarina Gurgel em 26.04.2016 às 10:33 Responder

Bom dia!!!
Se vc tiver e puder mandar pra mim um resumo do banquete de Platão, com a biografia do mesmo.

Agradeco!

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suely em 28.07.2017 às 16:42 Responder

boa tarde vcs tem algum exemplo do resumo com texto o que e isso a filosofia de martim heidegger?
paabens pelos resumos

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Não sou obrigada a ver esse tipo de coisa em 01.09.2018 às 13:45 Responder

Sério mesmo que você escreveu “homossexualismo”? A sua resenha está ótima, mas infelizmente não continuarei vendo o seu site porque você me ofendeu e além disso não tem nem um pouco de estudo sobre a comunidade lgbtq+.
PS: Homossexualidade não é mais considerado uma doença, então por favor pare de escrever “homossexualismo”.

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Patricia em 02.09.2018 às 09:40 Responder

Olá, acho que talvez vc não tenha notado que a resenha foi escrita em 2013. De lá para cá, muita coisa mudou. Temos mais de 1400 resenhas no site e, infelizmente, não é possível editar tudo sempre. Além disso, acredito que fica claro na resenha que o tom não tem nenhuma intenção de ofender. Em um mundo tão cheio de ódio, acho que vale a pena termos noção de nuances quanto à intenção de ofender.
De qualquer forma, cinco anos depois, já sabemos mais sobre isso e vamos alterar a palavra que é o que podemos fazer. Obrigada por trazer isso à nossa atenção. Abs.

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Gabriel em 11.09.2018 às 05:37 Responder

Ual, Muito bom! meus parabéns, Já sou seu Fã.

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Alfredo Soares Moreira Filho em 13.06.2019 às 09:26 Responder

Pode me ajudar?
1) Determine quais são as frases mais importantes do livro e as proposições que elas contêm. As frases mais importantes são aquelas que os detém mais tempo por maior esforço interpretativo.

2) Quais são os argumentos básicos do livro, com base nas conexões entre as frases principais? Ou, em outros termos, encontre os parágrafos que expressam os argumentos mais importantes, ou os reconstrua, juntando frases de diversos parágrafos, até conseguir enunciar as proposições que compõem o argumento. Um argumento consiste em uma quantidade específica de afirmações. Depois, especifique se são de caráter indutivo ou dedutivo, e se há argumentações que nos levam a constatar princípios auto-evidentes.

3) Enunciado os argumentos, elucide quais aqueles que foram preteridos e os escolhidos pelo autor.

Ragner
Ragner em 17.06.2019 às 13:57 Responder

Caro Alfredo!
Você quer ajuda com algum trabalho ou as respostas para o trabalho?


 

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