Resenha – O Irmão De Assis
por Ragner
em 09/01/13

Nota:

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Franciscano secular, franciscano de 3ª ordem, franciscano leigo. Todos esses conceitos possuem o mesmo significado: amantes do modo de vida e da pessoa de Francisco De Assis. Eu comecei a fazer parte de um grupo secular, mas por causa da faculdade e, com o tempo, de outras obrigações e vivências, não cheguei a completar o curso que é dado para quem deseja fazer parte da 3ª ordem (1ª: Franciscanos; 2ª: Clarissas; 3ª: pessoas com vida familiar normal).

Dentro da ordem que eu frequentava, um colega me presenteou com esse livro e tanto para quem faz parte da ordem dos frades menores como para os tais leigos, o considero de fundamental importância, pois todo o relato sobre a vida de Francisco está aqui e escrito com um sentimento que merece ser observado.

Alguns filmes sobre São Francisco e mesmo outros livros já expuseram, de várias formas, um visão detalhada ou não, da vida do santo de Assis. Entre os filmes, gosto muito de “Francesco” e “Irmão Sol e Irmão Lua”. Ambos retratam bem certas passagens que contribuem para um maior entendimento sobre a vida de Francisco. Entre os livros, resolvi resenhar esse, não somente pela grandeza de detalhes, mas também pela fonte contínua de informações escritas de maneira bastante agradável e interessante, sem me esquecer que foi presente bastante querido.

O livro relata tudo sobre a vida de Francisco De Assis. Desde os tempos de jovem rebelde que sonhava em ser herói; de quando lutou em uma guerra, foi preso, solto, voltou à guerra e recebeu uma visita divina, abrindo os olhos para uma plenitude ofuscante de liberdade e religiosidade (parece paradoxal, mas a fé liberta, ao contrário do que algumas igrejas ousam praticar). Com o tempo foi perdendo o interesse pelo que já julgava fugaz. Dentre a juventude italiana era visto com um ídolo, mas passou a não suportar mais a vida de regalias e se voltou para caridade, seguindo para uma batalha contra a família e amigos, deixando tudo de lado até as próprias roupas em frente à várias pessoas, defendendo que era filho somente de Deus e passaria a servir os mais necessitados.

Uma vez, depois de ouvir uma voz (Jesus) que pedia reconstruir sua igreja, ele entendeu que deveria reconstruir as ruínas da igreja de São Damião, mas com o tempo, o entendimento se estendeu e a “igreja” foi percebida como o Cristianismo em um todo. Francisco foi de ruína em ruína para reformar igrejas, passou de mendigante para pregador. O carisma do jovem de Assis era grandioso e uma enorme comunhão de pessoas passaram a percebe-lo como um bom exemplo e não mais como motivo de chacota.

Com o tempo foram surgindo seguidores e esses foram aumentando, até que um dia ele se viu indo até o Papa para pedir sua autorização para criar a Ordem Dos Frades Menores. A ordem foi crescendo e com isso intrigas e disputa por poder dentro dela também, deixando Francisco bastante descontente com tudo que estava acontecendo. Mas o tempo foi passando para ele também, sua saúde foi se deteriorando e, no dia 03 de outubro de 1226 veio a falecer. Sua canonização chegou dois anos depois.

Dentre muitos ensinamentos e orações, Francisco também pregava os votos de “Pobreza, Obediência e Castidade”, significado dos nós na corda que os frades amarram em volta do Hábito à cintura. Votos esses basilares para seguir com a conduta de vida necessária para ser um frade menor. Eis o atributo essencial de todo franciscano, ser MENOR.

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