Resenha – O Morro Dos Ventos Uivantes
por Ragner
em 24/10/14

Nota:

 

Há alguns anos (mais de década), assisti ao filme homônimo, mas fiquei devendo ler o livro. Há mais de um ano peguei o livro emprestado e fiquei com ele encostado, mas, com o Desafio do Tigre para o mês de Outubro, decidi terminar de ler, já que o assunto é amor e então uma escolha interessante convêm ser sobre um livro romântico. Assumo que comecei a ler sem aquela gana que me faz devorar livros sobre literatura policial, mas gostei da escrita da autora e isso fez com que a leitura deslanchasse tranquilamente. A história é interessante, os personagens possuem uma intensidade e profundidade que chama a atenção e todo o enredo trágico nos deixa curioso, ainda mais com uma narrativa que se desenrola sendo contada de forma sobre fatos passados.

Gostei demais do filme, é um drama romântico que mostra bem uma passionalidade bem forte em relação a sentimentos que são estimulados pela procura e aventura do amor. O livro se aprofunda, claro, nas personalidades e trabalha bem toda a história por trás de todas as ações e motivações de cada personagem. No meu caso, que assisti ao filme antes, com o livro pude entender mais ainda algumas particularidades e, mesmo tendo assistido há vários anos, ainda me lembro bem de Heathcliff e Catherine.

O livro começa com a apresentação do Sr. Lockwood e sua chegada ao Morro Dos Ventos Uivantes, com a intenção de alugar a Granja Dos Tordos – dois lugares que possuem um passado cheio de lembranças trágicas e que guardam no tempo recordações que serão bem contadas no decorrer do livro. E isso é com certeza um ponto alto do livro, já que a narração dos fatos vão construindo toda a história e as voltas ao passado vão caracterizando cada vez melhor o entendimento da conduta dos personagens no presente. Isso é algo bem básico e bem escrito em vários livros, mas o que gostei muito aqui foi que me fez relembrar muito cenas do filme e as imagens que costumamos criar quando estamos lendo, me fez recordar que a adaptação, mesmo não contando tudo e tendo algumas liberdades para estampar na telas a história, foi muito bem trabalhada.

 

 

A Sra Dean é a governanta que trabalha no Morro e que vai contando sobre o passado do Sr Heathcliff para o Sr. Lockwood, que fica “ilhado” depois de uma noite tempestuosa, sem poder ir para a Granja. Com curiosidade sobre o dono da casa e pela impressão de ter encontrado um fantasma em um quarto da residência o Sr. Lockwood escuta com bastante atenção sobre o passado envolvendo a tudo e a todos que vivem e já viveram por ali. Heathcliff foi encontrado, ainda criança, em uma das viagens do antigo dono no Morro dos ventos uivantes e levado para sua casa, sendo criado junto de seus dois filhos, Hindley e Catherine. O garoto, que todos imaginam ser descendente de cigano, nunca foi bem aceito pelo filho e alguns criados, mas por outro lado, a filha se apegou muito a ele e os dois se tornaram amigos inseparáveis. Foram criados como irmãos e estavam sempre juntos, mas após o Sr Earnshaw falecer e Hindley se tornar o responsável pela propriedade, Heathcliff passa a sofrer mais do que já tinha sofrido até então, até um dia ir embora e depois de anos, já se tendo se tornado um homem feito e rico, retorna e buscar vingança.

Mas sua Catherine acaba se casando com outro homem e tendo um filho com ele. Heathcliff também se casa, com a irmã desse homem, mas o amor entre os dois nunca foi esquecido e após a morte de Catherine, Heathcliff jamais conseguiu superou tal perda e viveu sua existência desejando reencontrar seu grande amor.

O livro versa sobre o amor em sua forma mais trágica e passional possível, mas como retratar tal sentimento de maneira diferente, se em grandes histórias de amor, ele acaba sendo mesmo dessa maneira e chegando a essa amplitude? O amor aqui deixa claro que nunca morre, não quando é verdadeiro, ainda mais quando é sentido por pessoas com personalidades tão marcantes.

 

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