Resenha – O Mundo De Sofia
por Ragner
em 16/10/12

Nota:

Li “O Mundo De Sofia” bem depois de alguns conhecidos e amigos. Fiquei sabendo do livro quando ainda era sensação entre os livros mais lidos divulgados em uma lista da Revista Veja, mas demorei um bocado para lê-lo. Gosto desses acontecimentos em particular, na verdade gosto muito, de experimentar ou conhecer depois, algo que está no auge ou na boca de todos, não por virar modinha, muito pelo contrário, mas simplesmente por me dar aquele ar de que estou fazendo algo por minha vontade e não porque todos estão fazendo. Existe também a sensação de parecer que para mim será diferente, não igual como foi com todos até o momento.

O livro segue como uma iniciação à Filosofia bastante efetiva e interessante, pois tem como personagem uma adolescente, com uma vida normal para sua idade e isso pode influenciar aos jovens a lerem. O enredo nos oferece uma conceitualização esclarecedora desde o início do pensamento filosófico, com os pré-socráticos e chega ao pensamento contemporâneo, nos apresentando informações até sobre a psicanálise de Freud. A filosofia recebe uma roupagem interessante e cativante através do livro, pois o ensino da matéria passa a ser romanceada, ensinada de forma criativa e diferenciada daquela estrutura formal escolar e isso auxilia muito aos que desgostam de momentos maçantes que o conteúdo filosófico pode implicar.

Quando uma garota, com o nome providencial de SOFIA está para comemorar seus 15 anos, um professor de filosofia entra em contato com ela. A priori como um anônimo que lhe envia cartas, com perguntas pertinentes sobre os segredos da vida: “De Onde Viemos”; “Quem Somos”, depois como um professor presente que vai apresentando à ela todo o contexto histórico que permeia a filosofia. O que há de mais genial aqui, é que o autor vai envolvendo toda a estrutura filosófica em torno da realidade vivida por Sofia. As aulas não somente ficam em falatório teórico, mas se aproximam de afirmativas práticas para a vivência e entendimento de mundo que se faz presente na vida da adolescente.

Em uma das conversas iniciais entre Alberto Knox e Sofia Amundsen, o professor conta a seguinte passagem que explicita de forma excelente, o andamento da humanidade quanto ao estudo ou não de filosofia: …Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência. Alguns deles não chegam a concluí-la, mas outros se agarram com força aos pêlos do coelho e berram para as pessoas que estão lá embaixo, no conforto da pelagem, enchendo a barriga de comida e bebida:…”

A história segue nos contando sobre outros personagens, que não estão fisicamente ligados aos protagonistas, mas que de alguma forma se fazem presentes, já que Sofia vai recebendo cartões que são para outra garota, mas endereçados realmente à ela. Enquanto ela e seu professor tentam desvendar tal mistério, ambos vão discutindo também sobre a realidade e a verdade que está em volta. O mundo parece muito maior e mais cheio de mistérios do que julga a vã filosofia que os dois possuem.

Para quem gosta de filosofia e se interessa por leituras associadas ao contexto filosófico, O Mundo De Sofia é uma escolha deveras acertada. Além de servir como um maravilhoso entretenimento cultural pelo mundo literário, é também um veiculo prazeroso para se aprender, inicialmente, a Filosofia. Fica aqui minha indicação.

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3 Comentários em “Resenha – O Mundo De Sofia”


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Rafael Felipe Gati em 17.10.2012 às 10:07 Responder

Foi um dos primeiros livros que eu tenho recordação de ter lido em minha vida. Li por recomendação de um amigo meu. Eu ainda estava ma escola e o fato de ter lido este livro me rendeu um 10 em filosofia, pois eu discutia sobre ele com o professor. hehe

Mas falando do livro em si, foi uma das histórias que mais me cativaram, não conseguia parar de ler. Ele foi o responsável por me fazer achar filosofia interessante, então acho que já significa alguma coisa.

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Paty em 17.10.2012 às 10:12 Responder

Eu tive o mesmo processo. Estava no começo das minhas aulas de filosofia e passei até a prestar mais atenção nas aulas depois de ler esse livro. 🙂

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SO SEI QUE NADA SEI em 21.03.2019 às 21:08 Responder

OBG TENHO UMA PROVA DESSE LIVRO AMANHA E NN SEI QUASE NDD ME AJUDOU MUITOO


 

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