Resenha – O Preço Da Vitória
por Ragner
em 11/10/13

Nota:

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Fico impressionado com a facilidade de Harlan Coben criar livros tão gostosos de se ler, pelo menos os da coleção Myron Bolitar, os demais ainda não li. Nesse novo volume lançado, com uma história que se passa após à “Sem Deixar Rastros“, que por acaso é de bem antes do último lançado com Myron como protagonista (Alta Tensão) e, que por acaso, foi o primeiro que eu resenhei nesse nosso querido site, temos outro esporte como plano de fundo. Dessa vez conhecemos praticantes de golfe.

Myron é procurado para ajudar a resolver um caso de sequestro de um parente de Win, que se mantêm bem longe de tudo e todos que fazem parte de sua família. Sozinho tentando encontrar o filho de dois grandes jogadores – Jack e Linda Coldren -, nosso herói vai cada vez mais percorrendo caminhos cheios de coincidências e questões estranhas. Segredos antigos revelados, expondo desconhecidos e mostrando a verdadeira face de amigos.

Poderia Chad, o filho, ter ele próprio armado um auto-sequestro? Jack teria inimigos capazes de tudo para destruir sua excelente fase no golfe? Por que Myron foi chamado para ajudar, se é apenas um agente esportivo? Sua amizade com Win teria algo a ver com isso? Por que Win persiste em se manter longe dos familiares? Alguém próximo seria o culpado pelo sequestro ou tudo seria motivado pelo interesse de fazer com que Jack não vença o campeonato? Perguntas e mais perguntas, o livro vai lidando com elas durante toda a história.

 

O enredo do livro me fez pensá-lo um pouco diferente dos demais. A trama segue com a mesma empolgação página à página, mas dessa vez, com Myron sendo quase que o único responsável pelas investigações. Esperanza e Win interferem pouco ou quase nada. Mas mesmo assim podemos conhecer mais sobre as motivações e conduta impetuosa de Win e de como ele é essencial para Myron e vice e versa.

Outra diferença nesse livro, é sua condução com menos esclarecimentos basilares sobre cada um dos personagens. Se nos outros livros era falado sobre trabalhos que Win e Myron fizeram no FBI, o treinamento de ambos nas artes marciais e como atuam muito bem juntos, aqui temos quase nada disso. O alto nível de ironia e sarcasmo é muito bem trabalhado e vai deixando o personagens cada vez mais verossímeis, já que a ficção aqui vai parecendo cada vez mais retórica e a sensação de que poderíamos conhecer pessoas assim, quase é um fato. As característica óbvia nos questionamentos de Myron e as perguntas redundantes (me identifico muito), são quase o ponto alto.

Desta vez temos comentários sobre Star Trek, e outros filmes também (de mafiosos ou Woody Allen), claro, com algumas frases clichês, como de praxe. A comparação com Batman (WIN) é ainda mais perspicaz e as entonações “vencedoras” desse personagem, também estão presentes.

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