Resenha – O Silmarilion
por Gabriel
em 26/01/13

Nota:

O SilmarilionO autor de O Senhor dos Anéis e O Hobbit, J.R.R Tolkien, teve alguns outros livros publicados postumamente. Isto porque o sucesso destas suas obras fez com que a procura pelas informações disponíveis sobre a Terramédia (o mundo criado pelo autor) aumentasse drasticamente.

O Silmarilion é uma destas obras. O título se refere às Silmarils, jóias que participam de alguns dos arcos do livro.

Trata-se de uma coletânea de textos de Tolkien, longos ou um pouco mais curtos, sobre a vida inicial do mundo que criou. Vindo desde a criação deste mundo pelas divindades que nele existiam, o autor conta a estória completa da Terramédia e dos seus habitantes.

Por não ser um livro escrito do começo ao fim como uma obra única, e sim como diversos textos separados, O Silmarilion por muitas vezes conta os mesmos fatos duas vezes ou apresenta os mesmos personagens. Isto não tira o brilho e a imaginação do autor, cuja história inventada para a Terramédia compõe quase um evangelho ou uma mitologia factível.

O problema desta obra está no ritmo. Quem leu os três volumes de O Senhor dos Anéis sabe que em alguns momentos o autor se perde no próprio preciosismo ao descrever detalhadamente seus cenários e protagonistas. Em O Silmarilion, esta característica está ainda mais presente, provocando por vezes uma chuva de nomes e descrições difícil de processar. Vale para grandes fãs, para conhecer os mitos no qual o universo dos outros livros se baseia. Mas receio que não-tão-fãs devam passar longe.

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2 Comentários em “Resenha – O Silmarilion”


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Rafael Felipe Gati em 31.01.2013 às 10:43 Responder

Dói meu coração ver apenas duas xícaras como nota pra esse livro, que aliás é o meu preferido de Tolkien.

Como não gostar do “Gênesis” da Terra Média? A forma como foi concebida a criação do mundo, através de uma música que ressoa em todas as coisas criadas é algo realmente bonito. Ter os criadores se apaixonado tanto pela sua criação que se ligaram à ela de um modo único, vindo assim residir nela até o término de sua música…

E como não se apaixonar pela história de Beren e Lúthien? Um amor capaz de fazer até mesmo Mandos se comover.

E Fëanor? O maior de todos os elfos que já pisaram na Terra Média!

A ascensão e queda de Melkor, o mais poderoso de todos os Ainur, como não gostar disso?

Poderia citar mais um monte de coisas, porém ficaria extenso demais. Eu sei que pra muitos o livro pode ser maçante pela quantidade de detalhes que Tolkien descreve neste livro, mas pra mim isso só torna a obra melhor ainda.

Como sempre é uma questão de gosto, e isso dificilmente se discute. Mas ainda assim, a dor continua ao ver essa nota. =(

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Gabriel em 31.01.2013 às 11:05 Responder

Rafael, vou te dizer que as estórias que você citou foram exatamente o motivo para eu continuar lendo o livro… o gênesis é realmente uma mitologia muito bem construída e as estórias citadas são interessantes, mas de fato não me agradou o modo como estas estórias são contadas. =/ Sou alguém que só leu os 3 volumes do Senhor dos Anéis (O Hobbit não foi lido ainda por falha de caráter) e adorou, e que na época (há 10 anos atrás) participava de fóruns e tudo o mais a respeito… mas achei que, como livro, pro meu gosto, O Silmarilion não agradou… enfim, visões da mesma obra que não alteram o quanto o Tolkien é habilidoso com as palavras, inteligente e extremamente minucioso. Valeu, Rafael!


 

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