Resenha – O Último Jurado
por Ragner
em 04/04/15

Nota:

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Mais John Grisham, mais um bom livro (no mínimo). Suas tramas com histórias jurídicas, narrativas policiais e cheias de ações em tribunais continuam povoando minhas leituras em momentos que quero maior entretenimento. Sua escrita facilita demais quando estou sofrendo de ressaca literária ou sem aquela vontade suprema de devorar tudo à minha frente. Posso dizer que essa foi uma dessas vezes.

Ao passar por esse livro descansando em um canto lá de casa, vi o nome do autor e de cara comecei a folhear. E por mais que o assunto recorrente sobre tribunais seja o mote de O Último Jurado, a história aqui revela muito mais do que conflito entre advogados ou debates sobre leis. Somos levados há uma época e lugar em que negros e mulheres eram vistos como pessoas sem grandes direitos, quando o racismo nos Estados Unidos passava por transformações e quando famílias poderosas acreditavam ser donas de tudo e de todos.

Nesse livro, Grisham vai introduzindo as histórias dos personagens e revelando um pouco mais sobre alguns para podermos entender um pouco melhor contextos que se tornam fundamentais no decorrer da leitura e isso é feito com maestria. Em cada momento crucial, um personagem que é apresentado ou merece atenção, o autor vai dedicando alguns parágrafos para nos contar um pouco sobre ele. Em O Último Jurado, não somente os personagens são importantes, mas também o contexto histórico, já que o enredo se desenrola durante um período turbulento na história dos Estados Unidos, quando negros e brancos começavam a se misturar.

Mesmo sendo uma trama que conta bastante fatos ocorridos em um tribunal, o mote principal gira em torno de um jornalista – Willie Traynor – que se muda para o Mississippi, compra o jornal falido da cidade de Clanton e começa a tecer reportagens que mexe com a população e não parece temer os poderosos que costumam passar incólumes sobre tudo que cometem.

Rhoda Kassellaw foi estuprada e assassinada por Danny Padgitt. Danny foi preso, julgado e condenado pela justiça, mas jurou se vingar de todos os jurados e envolvidos pela sua condenação. Sua família era poderosa, tinha o delegado e outras pessoas no bolso, mas algumas pessoas ainda queriam acabar com esse “império” de corrupção e medo e Willie, com seu jornal e amigos, começava a combater tal família. Após algum tempo em que Danny foi condenado e as mudanças raciais aconteciam, outros assassinatos aterrorizavam a cidade e os habitantes temiam ser alguma represália.

O enredo de Grisham nesse livro é um pouco diferente dos que já estou acostumado de ler dele, a narrativa segue com o passar do tempo e as circunstâncias históricas fazem tudo tomar um certo ar verossímil, o que deixa tudo bem interessante. O Último Jurado vai além dos livros com história de advogados e isso é um ponto por demais positivo.

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