Resenha – O Último Patriota
por Ragner
em 12/04/13

Nota:

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A apresentação de alguns personagens chave e um atentado dita o começo do livro; lados que se enfrentarão são bem definidos e um inimigo interno descontente de sua nacionalidade, que decide lutar pelo outro lado, dão o ar da trama. Cada capítulo leva à outro de forma contínua e interessante – é possível lembrar de traços da escrita de Dan Brown.

O livro já começa em ritmo acelerado, com mortes e destruição, acompanhados do tal atentado, que deixam os protagonistas no lugar certo, na hora certa e que passam a ser caçados e enfrentaram antagonistas poderosos e altamente treinados. Disputando terreno, lutando entre si e descobrindo quem é quem ao longo de toda a confusão, somos conduzidos, pelos personagens que se enfrentam, por entre terrenos e situações em que a CIA, FBI e outras agências defendem suas verdades e intenções.

Tudo é direcionado para a busca de um livro que pode conter informações sobre o Alcorão e uma suposta revelação do profeta Maome que poderia contradizer conceitos fundamentalistas que resguardam o fanatismo e extremismo muçulmano. A caça ao livro e a eliminação de estudiosos que podem descobrir o que Maomé queria transmitir, são as motivações primordiais para que os terroristas não meçam esforços para destruir o que abalaria preceitos islâmicos, mas um ex-agente SEAL – Scor Harvath – e sua namorada – Tracy – que também já foi agente, conseguem desbaratar os planos de um ex agente da CIA – Matthew Dodd – que se converteu à ala radical do inimigo e mudou seu nome para Majd al-Din.

Ao salvarem o professor Antony Nichols, Harvath e Tracy descobrem que um antigo exemplar de Dom Quixote, estudado por Thomas Jefferson é o centro de toda essa confusão. Nichols esclarece que está em uma missão coordenada pelo presidente dos E.U.A. e que a descoberta de significativos escritos no livro poderão alterar entendimentos sobre o Alcorão e os ensinamentos de Moisés e tudo passa a ser incessantemente condenada por militantes islâmicos e investigada por patriotas americanos.

Há momentos em que a história flue com mais intensidade que em outros. A estrutura em si é bem amarrada e tem a aventura como estilo dominante. Digo que se o livro for lido rápido, sem muitas paradas, pode ser melhor aproveitado e quando mais vamos nos aprofundando na trama, capítulo à capítulo, com o autor desvendando algumas ações das agências envolvidas e a demonstração de armamentos e equipamentos, deixam o a história com o gosto de roteiro para filme de ação. Para quem curte o estilo, é um prato cheio.

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