Resenha – Oksa Pollock e o mundo invisível
por Patricia
em 16/12/13

Nota:

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Oksa tem treze anos e descobre que seus pais pretendem mudar da França para a Inglaterra. Ela fica um pouco nervosa até saber que sua avó adorada e seu melhor amigo também vai se mudar para a Inglaterra. Aos poucos, Oksa vai descobrindo coisas sobre si mesma e sua família que nunca havia imaginado.

Sua avó, que tem contato com elfos e coisas bizarras (secretamente. Oksa não está ciente desse lado de sua família por enquanto mas o leitor, sim), normalmente lhe dá poções e pomadas para ajudá-la com chatisses do dia a dia – quase como uma curandeira – parece ser a pessoa que mais entende o que está prestes a acontecer com a menina. De uma hora para outra, Oksa percebe que coisas estranhas acontecem ao seu redor. Um dia ela cria uma combustão instantânea, queimando sua boneca preferida, no outro ela consegue levitar. Quando mostra a marca roxa que apareceu em sua barriga do nada, sua avó fica desnorteada. Assim que possível, dispara um e-mail dizendo que “a Marca voltou”.

Oksa começa, então, a descobrir mais coisas sobre sua família – que eles vêem de um mundo chamado Efídia que foi tomado por traidores; que ela descende da Rainha deles – chamada de Graciosa e etc. Ela é uma menina especial e está destinada a coisas grandiosas.

As coisas começam a esquentar quando eles descobrem que um dos professores da escola de Oska é, na verdade, um traidor e quer usar todo seu poder para tentar reencontrar Efídia. Tarefa que não parece fácil para ninguém.

Então vamos lá: uma jovem de 13 anos, na Inglaterra, com uma marca, poderes muito fortes, uma família marcada por magia e duendes. O que essa receita te lembra? Pois é. Quando essa ligação foi feita na minha cabeça, confesso que um pezinho imediatamente se colocou para trás com esse livro. Uma coisa é se inspirar em Harry Potter…outra é apenas mudar o gênero da personagem principal e tentar me dizer que é totalmente diferente.

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Mas isso sou eu aos 20 e alguma coisa (mimimi) anos de idade lendo Oksa e fazendo a comparação que me parece inevitável. Um jovem leitor (mais jovem, digo) talvez perceba tudo de maneira diferente. A leitura tem disso. O contexto de cada um vai mudar o que se entende do texto, as partes que gostam mais e etc.

A escrita das autoras é boa, o vocabulário é realmente elevado e a história é bem estruturada. Não diria que são personagens profundos mas dão conta do recado em um livro que se propõe e divertir.

De qualquer maneira, para jovens leitores, a leitura pode ser tão interessante quanto Harry Potter. Aliás, para as meninas, essa pode ser uma série que vai além da diversão. Se em HP Hermione tem seus momentos de brilhantismo, aqui nós temos uma mocinha tão inteligente quanto e que carrega a história do começo ao fim. Poder ser uma leitura interessante para meninas de idades próxima a Oksa. Talvez apresentar a idéia (insana, eu sei…¬¬) de que jovens mocinhas também podem conduzir suas próprias histórias de heroísmo. Vale a tentativa, imagino.

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