Resenha – Private: Missão Jogos Olímpicos
por Ragner
em 11/03/14

Nota:

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A agência Private, já resenhada aqui no Poderoso, e James Patterson, com sua literatura policial, voltam para uma aventura interessantemente elaborada, que tem como plano de fundo o maior evento esportivo do mundo.  E além disso contrasta ficção e realidade, já que a olimpíada de Londres (a última) foi bem representada e, em certos aspectos, fielmente retratada (as ‘cenas’ de abertura seguindo o folclore inglês se funde com a realidade de como aconteceu, em grande parte).

Peter Knight é o típico protagonista que me agrada muito, junto de outros “heróis”, possui uma vida atribulada e passa longe de ser perfeito ou sem pontos fracos. Responsável pela agência Private em Londres, trabalhando para desbaratar a ameaça de um psicopata durante os jogos olímpicos e tendo que cuidar de dois filhos ainda crianças, sua vida lhe cobra muito mais do que simples contingências atribulantes. Junto com Karen Pope, uma repórter esportiva do The Sun, discutem pistas e analisam ações de um grande perigo que coloca várias vidas em risco. A caça a um assassino auto denominado Cronos – referência nítida ao Titã – e suas ‘irmãs’ – As Furias – enveredam por mitos gregos, e contradições entre os jogos olímpicos antigos com os jogos da era moderna.

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Agindo com requintes de crueldade e atos de terrorismo, Cronos e as Furias tentam de várias maneiras acabar com a Olimpíada, desmascarando seus realizadores e participantes, anunciando trapaças, corrupção, subornos e expondo atitudes que podem desmoraliza-los, mas seus atos não param por ai. Os seres que se julgam superiores vão além e assassinam todos os que julgam responsáveis pela destruição dos ideais olímpicos, diante de milhares de pessoas durante o evento. Mas a Private tenta a todo custo correr contra o tempo e trabalha usufruindo de todos os indícios que vão aparecendo e de detalhes que se destacam a cada ato de horror.

Knight tem a ajuda de Jack Morgan – dono da Private  – para descobrir quem são os responsáveis que desejam destruir a Olimpíada. Junto de Karen, a equipe da Private e Jack, Knight enfrenta Cronos e suas “irmãs”, tenta a todo custo arruinar seus planos de ataques e ainda precisa cuidar de seus filhos. Se suas responsabilidades para com a agência já não fossem pesadas demais, ele precisa conviver com o fantasma da morte da mulher com quem era casado e ainda ser um pai dedicado aos dois filhos, gêmeos, menino e menina que não se adaptam a nenhuma babá.

Com mais um enredo ágil e uma história que flui como em um filme de ação, Patterson garante algumas horas com bom entretenimento. Ainda não sei como é trabalhada a dinâmica de escrita entre ele o outro escritor (no caso desse livro: Mark Sullivan), mas fico curioso, já que tanto os dois livros sobre a Private e outra coleção, a de Clube das mulheres contra o crime, são escritos em dupla.

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