Resenha – Private
por Ragner
em 11/06/13

Nota:

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Já há um tempo tenho lido alguns livros observando certas particularidades para classifica-lo como um exemplar que deve ser elogiado ou apenas gostado. Como no Poderoso vamos dando notas aos livros, tenho aproveitado essa oportunidade para deixar claro como gostei da leitura, não somente pela resenha em si, mas com algumas “canecas”, significativas, que deixam claro o quanto vale a pena ler. Pelo menos para mim.

James Patterson já vem crescendo em minha coleção e como sua literatura policial contempla minhas preferências, estou agradando muito do que tenho lido. Em Private, o trabalho de criação dos personagens e todo o enredo me pareceu melhor do que em “Eu, Alex Cross” e com a ajuda da co-autora Maxine Paetro é criado todo um contexto que não favorece apenas um principal. É possível ter mais de um personagem favorito e é bem legal observar como todos são tratados com a atenção devida, cada um com sua vida atribulada, ou não. Fico até mais interessado em ler depois a série: “Clube das Mulheres contra o Crime“, que até virou seriado de tv. James escreveu os 3 primeiros números com Andre Gross e os demais com Maxine. Já temos 8 publicados no Brasil.

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Em Private, somos envolvidos por uma agência de investigação com ligações com o alto escalão da polícia e até mesmo conhecimento de certas pessoas envolvidas com a Máfia. Não há lugar onde a Private não possa ir e os tipos que lá trabalham também são diversos. Jack Morgan, o chefe, é filho do antigo dono da agência, ex fuzileiro e herói de guerra; Justine Smith, psiquiatra brilhante, especialista em traçar perfis criminosos; Rick Del Rio, combateu com Jack no Afeganistão, advogado de porta de cadeia (já passou 4 anos preso) com amigos “pouco recomendáveis”; Emilio Cruz, já foi caçador de recompensa, policial e agora investigador; Seymour Kloppenberg ou Dr. Science ou apenas Sci, criminalista-chefe com uma equipe de 12 técnicos atuantes nas áreas de ciência legista: ‘análise, sorologia, identificação pericial e identificação digital e de digitais latentes’; Maureen Roth ou Mo-Bot, gênio da informática e “mãe” adotiva da família Private com seus 50 e poucos anos; e Colleen Molloy, secretária e atual “namorada” de Jack.

Jack é atormentado por pesadelos ilustrando sua “morte” no Afeganistão e ligações de algum anônimo determinando que está morto, algumas vezes por dia. Durante uma cerimônia do Globo de Ouro, em que está acompanhando uma cliente, ele recebe a ligação de seu melhor amigo, Andy Cushman, dizendo que sua esposa, Shelby, estava morta. Justine estava jantando o procurador de justiça de Los Angeles, Bobby Petino, e “namorado” e recebe a notícia de que mais uma jovem colegial tinha sido assassinada, a 12ª. Além desses crimes bárbaros, o tio de Jack, Fred Kreutzer, dirigente de um time de futebol americano, chega ao seu escritório abrindo o jogo sobre suspeitas de trapaças nas apostas da liga, algo que pode ameaçar a credibilidade da NFL. E é com um enredo que junta a Private à esses três casos que o livro nos prende.

Todos os investigadores são destinados aos casos que podem melhor trabalhar, alguns se envolvem mais, sentem mais os acontecimentos e isso age como ponto mais do que positivo na escrita dos autores. Lances de sarcasmo, ironias, reações passionais e comentários cômicos, são construídos seguindo uma lógica que enriquece na construção da personalidade de cada um e tudo é na medida certa. Protagonista e os demais personagens “principais”, são compostos por vícios, virtudes, fraquezas, caracterizando cada um como pessoas nada perfeitas, possuindo uma conduta ética que condiz muito com suas crenças. Uma realidade mais humanizada, menos heróica e cheia de clichês, transborda no livro. Algo típico nos livros de outro grande escritor: Harlan Coben. Logo, vale muito a pena.

 

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