Resenha – Recordações da minha inexistência
por Bruno Lisboa
em 05/05/21

Nota:

Rebecca Solnit é uma das vozes mais relevantes das últimas décadas. Seu trabalho ganhou notoriedade devido a defesa de pautas ligadas ao feminismo, mas sua didática escrita já serviu de instrumento para tratar de assuntos diversos, ligados a política institucional, ao meio ambiente, as artes, entre tantos outros campos, que serviram como escopo para dezenas de livros e ensaios de sua autoria.

Por aqui no Poderoso já falei sobre duas obras altamente recomendáveis: De quem é esta história? e A mãe de todas as perguntas, ambas lançadas pela Companhia das Letras. Mas por mais que Solnit seja um tanto quanto biográfica, com textos que se baseiam em experiências e análises pessoais, faltava um obra que em a autora trouxesse à tona como foram os seus anos de formação que ajudaram a formatar a sua personalidade. E para tanto lançou ano passado Recordações da minha inexistência.

Em seu trabalho mais recente Solnit rememora o período em que viveu na cidade de São Francisco (EUA), relembrando, de forma vívida, como a efervescência cultural dos anos 70 e 80 foram cruciais para que ela encontrasse seu lugar no mundo em diversas searas. A sua relação com a cultura punk, o ambientalismo, questões indígenas, a segunda onda feminista e a contracultura são algumas das lembranças resgatas. As mesmas serviram de inspiração para o seu ativismo e a luta contra o silenciamento das minorias. Esse período também daria escopo para que a autora começasse a desenvolver sua carreira como escritora em 1991, e se consolidasse com os sucesso de obras como Os homens explicam tudo para mim.

De modo geral Recordações da minha inexistência é potente registro, de quem dedicou a vida ao ativismo político/social em prol de um mundo mais justo. Solnit faz da sua escrita um instrumento que visa trazer às massas, debates de grande relevância. Iniciativa nobre em tempos tenebrosos como os nossos!

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O livro foi enviado pela editora.

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