Resenha – Sem Deixar Rastros
por Ragner
em 16/11/12

Nota:

O 1º livro que li do Harlan foi Alta Tensão, que por acaso é o que nos apresenta a última aventura de Myron Bolitar, até então. Em seguida consegui ler os demais, em sequência (sem necessidade, como já dito em outras resenhas). Chegou então, às livrarias, Sem Deixar Rastros. Pensei que seria uma história que segue os acontecimentos de Alta Tensão, mas o enredo aqui conta fatos e apresenta dados que são de depois de Jogada Mortal e antes de Quando Ela Se Foi. Acredito que seja um dos livros que ainda não tinha sido traduzido, pois nem todas as histórias sobre Myron ainda chegaram até nós e as que já foram traduzidas, não estão na ordem, perfeita, de fatos ocorridos.

Sem Deixar Rastros já começa intencionando que pode responder questões minhas em relação a ele voltar a jogar (sempre me perguntei do porque Myron não voltar a jogar, pois depois de 10 anos da operação nos joelhos e com a disposição física que ele tem, creio que ele poderia ser capaz de voltar as quadras) e sobre certa namorada (leiam que entenderão também), mas o livro não segue por essa trilha, não pelo menos até um pouco depois da metade. Bolitar volta às quadras para descobrir o paradeiro de um astro do basquete, antigo rival, Greg Downing, que desapareceu “sem deixar rastros” (adorei essa analogia, kkk). Myron foi convocado para compor o time dos Dragons de New Jersey (time fictício para deixar claro, pois NÃO existe entre os 30 times da NBA), numa tentativa de fazer com que as investigações não levantassem suspeitas desnecessárias, pois muito estava em jogo para que um escândalo fosse gerado. Essa volta às quadras ensinaram muito mais à Myron do que ele poderia imaginar.

O basquete, assim como outros esportes, é tratado com respeito por Harlan. Cada página que descreve os jogos foi lida com bastante atenção (sou apaixonado pelo esporte) e fica ainda mais interessante ler como cada ação dentro e fora das quadras e toda a atmosfera que rodeia o basquete, influencia Myron. Era uma das coisas que ele mais amava fazer. Muito show perceber como tudo referente à isso fazia com que ele parecesse voltar no tempo ou mesmo agir como um adolescente apaixonado pelo que faz. Mas claro que o livro não se resume apenas à esse retorno às quadras e somos envolvidos por problemas que são bem mais perigosos do que podemos imaginar (condição marcante na escrita de Coben).

Com ajuda de Win e de Esperanza (aqui temos nosso 1º contato com Big Cindy, amiga de Esperanza e antiga parceira de quando a “Pocahontas” lutava), nosso herói vai descobrindo segredos, sendo envolvido em questões que estão além de seu entendimento e que podem atingir aqueles que ama, mas algo que é muito legal nessas histórias, é que Myron sempre conhece alguém que pode ajudar e nunca está sozinho, sendo salvo quando mais se precisa. Algo que a camarada Paty disse em uma conversa sobre os personagens, é que ela vê Win como um facilitador e isso, pode ser, uma das melhores explicações para o que ele realmente é.

Mais referências à Batman (seriado dos anos 60) e Bruce Lee são feitas durante a história, alias, referências são uns dos atributos utilizados, de forma sagaz, por Harlan e que me cativa bastante. Pequenos lembretes sobre filmes como Drácula e Missão Impossível também aparecem e as constantes menções aos anos 80 (como nos outros livros) possuem lugar garantido na trama também. Harlan organiza seus enredos com reviravoltas intrigantes e adiciona elementos que corroboram para prender a atenção do leitor. Algo que Coben faz com maestria, também, é acrescentar histórias paralelas que deixam todo o contexto mais enigmático e, com isso, mostra uma astucia de escritor que consegue, formidavelmente, ligar todas as pontas que julgamos soltas ou desnecessárias.

Eis mais um livro que promete e cumpre a missão de prender o leitor de forma mais que saborosa e agradável. É de ler com apreensão certas linhas e um sorriso maroto em outras.

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