Resenha – Tá todo mundo mal
por Bruno Lisboa
em 14/06/16

Nota:

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Julia Tolezano (a Jout Jout) é uma “garota” que nos alto de seus 25 anos conquistou fama na internet, graças ao sucesso arrebatador de seu canal no youtube (JoutJout Prazer). Seu trabalho alcançou a devida (e merecida) popularidade devido ao vídeo “Não tira o batom vermelho” no qual ela aborda de modo corajoso o universo dos relacionamentos amorosos abusivos. Porém, ela o faz de maneira simples, marca que define seu modo de expressar.

Aproveitando, no bom sentido da palavra, de sua popularidade (em termos de visualizações seus vídeos atingem milhares de pessoas, às vezes milhões) a editora Companhia das Letras adquiriu o passe da autora e o resultado dessa empreitada está em Tá todo mundo mal. 

Ao longo das 196 páginas, a autora revela algumas de suas angústias passadas que aqui são nomeadas como “crises”. Muitas delas, como já denuncia o prefácio escrito pelo seu namorado Caio Franco, motivadas pela insegurança para com tudo (inclusive para escrever esse livro). A obra é dividida em crônicas curtas e objetivas, nas quais Jout Jout fala sem receios sobre as angústias que viveu até então das mais variadas formas. A variedade de assuntos perpassa desde temas ligados a adolescência (“A  crise da puberdade injusta”), infância (“A crise constante que era ter uma Tamagotchi”), a busca por uma carreira (“A crise da ausência de talentos”, “A crise de ter um emprego esquisito”), ao medo da popularidade (“A crise de influenciar demais), ao mundo das relações amorosas (“A crise do que é prático versus romântico”), entre tantos outros. De modo essencial, a autora aborda o universo feminino.

Inicialmente, Tá todo mundo mal pode até ser visto (num olhar, desde já, preconceituoso e machista) como um livro feminista, que “só fale de coisas de mulher”, mas as crônicas, por vezes, acertam em cheio graças ao olhar divertido e universal impresso pela autora.

Por mais que ela esteja falando de experiências e visões pessoais, as mesmas (de maneira relevante) ajudam a quebrar velhos paradigmas da humanidade (“A crise da possível polêmica de uma siririca”) e/ou facilmente podem servir de referência/espelho para situações em podem ou serão vividas por qualquer um. Em diversos momentos me “vi” em textos com situações que, inocentemente, pensava que somente eu  tivesse passado por aquilo e lá estão elas descritas de modo tão minucioso e similar que parecia ter sido eu quem as escreveu.

Por fim, como era de se esperar, Tá todo mundo mal é reflexo do seu trabalho na internet, pois em sua textualidade, Julia dialoga abertamente com o caráter íntimo e pessoal de seus vídeos que tanto revelam suas fragilidades e aprendizados com a vida e acabam por ajudar, instruir e divertir o grande público. Sua autenticidade, característica esta tão rara nos tempos atuais, deve e merece figurar por um bom tempo.

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O livro foi enviado pela editora.

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