Resenha – Toda a verdade
por Ragner
em 03/05/13

Nota:

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Agentes secretos, agências não governamentais e terrorismo que deve ser desbaratado antes que um desastre mundial ocorra nesse mundo cada vez mais globalizado. Eis o mote de Toda A Verdade. Um livro que com absoluta certeza tem lugar garantido em minha estante, pela ação e enredo que prende.

Ainda quero, e muito, ler Ian Fleming e Robert Ludlum, para poder absorver mais da literatura de 007 e Jason Bourne. “Toda A Verdade”, assim como Um Tiro, Uma Morte, trabalha muito a essência do agente que luta contra tudo e contra todos para chegar até o fim do problema e resolver qualquer questão, haja o que houver, doa a quem doer. James Bond tem o aval do serviço inglês e os recursos para fazer o que deve fazer, mas os demais sofrem muito por agirem no “backstage”, de forma até clandestina, como sombras ou fantasmas. Shaw é um protagonista que representa muito bem isso.

O livro já começa eletrizante e com o passar das páginas, vai alternando momentos ágeis com outros mais ponderados, mas de fundamental importância para o entendimento e fluidez da trama. Quando um bilionário da área militar vê o mundo sem altas crises e querendo dar uma alavancada em sua empresa, como em uma corrida armamentista, Nicholas Creel solicita a criação de uma “verdade” que possa abalar os interesses e políticas internacionais, envolvendo o mundo em uma “mentira” que evolua para uma guerra e com isso fazer sua Corporação – denominada “Ares” – voltar a geral lucro e a emplacar como uma geradora capaz de sustentar o armamento e defesa mundial.

Com o fato construído sendo proclamado e espalhado pelo mundo a fora, somos apresentados à Shaw, que trabalha para algumas pessoas que aparentemente não estão se importando muito com sua segurança e que o insere em qualquer trabalho que seja quase impossível e que até possa acabar com sua vida. Mas o agente secreto não é uma pessoa comum e tem conseguido há anos concluir suas missões. Por ser tão bom no que faz, as tais pessoas, não querem deixa-lo completamente livre ou se aposentar. Depois de escapar ferido de uma missão, ele se depara com uma jornalista, salvando-a.

Katie James é a jornalista, que não tem medo do perigo, talvez mais por não ter nada a perder (já que, mesmo com dois Pulitzer, teve sua credibilidade e vida arrasada após se entregar ao álcool), e que vai se envolvendo onde não é chamada. Ela consegue sentir cheiro de coisa estranha à quilômetros de distância. Ao esbarrar no agente, ela não quer mais se desgrudar dele, e vai se envolvendo em sua vida. Descobre quem ele é, o que ele faz e que tem uma noiva, Anna Fischer, uma intelectual de ciências políticas, escritora e a única pessoa no mundo capaz de trazer paz para Shaw, mas que não conhecia o lado secreto do noivo.

Em uma última cartada para que os conflitos começam de vez, as pessoas que trabalham para Creel orquestram um massacre que pode suspender quaisquer dúvidas de quem seja o “alvo” e quem seja o “possível” causador de todo o terror, mas é ai que o auge do plano do bilionário pode ser também o início da corrida para descobrir a real verdade. Anna estava no prédio atacado e um sobrevivente pode ajudar a desvendar a mentira que quer mudar o mundo. Shaw começa então uma corrida para descobrir os envolvidos no massacre e ninguém conseguirá impedi-lo.

A escrita e o enredo são muito bem combinados. O clima de tensão e ação estão bem organizados e a leitura flui com vontade, mas é um gênero que me agrada muito e que facilita. Atualmente tenho lido muitos livros assim e minha vontade só aumenta. Assim como os autores que tenho conhecido e indicado, David Baldacci entre nesse meio com louvor.

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